Faltando poucos meses para as eleições de 2026, as respectivas disputas em jogo vão ganhando contornos, apesar de ainda terem uma certa dose de incertezas, como é o caso da corrida pelo Senado. A disputa em Sergipe segue bem encaminhada para a primeira vaga, enquanto a segunda ainda está dividida e concentrada entre nomes conservadores.
Rogério Carvalho (PT) é, hoje, indiscutivelmente o favorito para uma das cadeiras. E com a definição do palanque do presidente Lula no estado, a tendência é que ocorra um fortalecimento do seu caminho até as eleições em outubro. As prováveis visitas do presidente ao estado, uma delas programada para o próximo mês, tendem a consolidar seu projeto de reeleição. Isso, somado à força de seu mandato, seu histórico com a militância e seu protagonismo político nacional, o coloca em uma posição de vantagem competitiva
no campo da esquerda e centro-esquerda.
No campo oposto, Rodrigo Valadares (PL) também fica na expectativa de uma possível visita de Flávio Bolsonaro (PL) ao estado, o que deve fortalecer o novo palanque da direita em Sergipe. Esse movimento tende a favorecê-lo diretamente, já que ele é hoje o nome endossado pelo Clã Bolsonaro no estado.
Por outro lado, André David (Republicanos) já tem surpreendido e pode crescer ainda mais no decorrer dos próximos meses, acendendo um alerta nos seus adversários bolsonaristas e conservadores ao ocupar esse espaço.
Já André Moura (UB), nome que foi subestimado em diversas análises da classe política, pode surpreender, e muito, devido à sua grande força no interior. Ele reúne um volume considerável de apoio de prefeitos e lideranças municipais, uma capilaridade que costuma ser decisiva na caminhada. A Realce analisa esse cenário com atenção, afinal, o voto do Senado, apesar de aparentar ser mais livre, vem ganhando um peso maior na consciência coletiva de todo o país.
Enquanto isso, Alessandro Vieira (MDB) vem de um período de grande desgaste com o STF após seu polêmico relatório na CPI do Crime Organizado, onde pediu o indiciamento de autoridades de alto escalão. Entretanto, não se pode subestimar o senador; sua recente movimentação na comissão do Senado conseguiu, ao menos por hora, reconquistar parte da base conservadora ao receber apoio direto nesse embate contra ministros.
Edvaldo Nogueira (PDT) também pode surpreender, justamente por sua força inegável na capital sergipana, onde terá um embate direto com Eduardo Amorim (Republicanos), apoiado pela prefeita Emília Corrêa (Republicanos). No entanto, seu estilo de fazer política o acaba isolando quando não detém uma “caneta” sobre seu domínio.
Os demais nomes também seguem se movimentando nos bastidores, cientes de que qualquer erro, por mínimo que seja, pode virar uma pedra no caminho e impedir avanços necessários para alcançarem a Casa Alta.


