A Realce antecipou desde o ano passado informações sobre a intensa disputa interna dentro da oposição pela liderança em Sergipe, que implodiu ainda mais o bloco para as eleições deste ano, especialmente entre Valmir de Francisquinho (Republicanos) e Emília Corrêa (Republicanos). Na época, ambos negavam a qualquer custo, inclusive forçando demonstrações públicas de unidade com abraços ensaiados. Mas agora, a informação que já havia sido escancarada pelas próprias atitudes dos dois volta a ser confirmada, desta vez pelo vice-prefeito de Aracaju, Ricardo Marques (PL), que até pouco tempo fazia parte do grupo e conhecia de perto as entranhas desse embate.
“Vivia um embate, quem era o líder daquele grupo, né? Não sei se vocês lembram. Valmir e Emília… Pelo amor de Deus! O líder tem que ser quem une, quem organiza. Se não houve essa união, se não houve essa organização, é importante que se crie um líder de verdade. Porque eu não vejo uma casa dividida que se torne em pé. Isso não sou eu quem digo, é a Bíblia que diz”, afirmou, em entrevista na Metropolitana News.
A fala confirma exatamente o cenário que a Realce já havia destrinchado, em que a oposição vinha marcada por vaidade, decisões unilaterais e ausência de consenso, especialmente nas formações de chapas para o pleito deste ano.
Na época, a revista trouxe à tona que, desde que assumiu a gestão na capital, Emília passou a centralizar poder, enquanto Valmir, que já foi o principal nome do grupo, viu seu espaço político ser progressivamente reduzido, contentando-se com sua liderança regional, o que alimentou um desgaste que nunca foi de fato resolvido.

