Não tem sido nada fácil a situação de Anderson de Zé das Canas (PSD) em Itabaiana, tanto para seu projeto de 2026 para a Câmara Federal, quanto de 2028, em que mira a prefeitura da cidade serrana.
Nos bastidores, a avaliação que ganha força é de que Anderson não conseguiu se firmar como um nome de consenso. Ao contrário, aliados têm demonstrado resistência à sua condução, vista por muitos como pouco agregadora.
E o episódio envolvendo a vereadora Ivoni Andrade apenas escancarou uma situação que já vinha sendo comentada de forma mais reservada. Ao optar por não acompanhar o palanque de Anderson e declarar apoio a outro nome na disputa pela Câmara, a parlamentar deixou evidente que a base não está alinhada como se esperava.
E não para por aí. O distanciamento de outras lideranças reforça a dificuldade de consolidação do projeto, que deve naufragar antes do esperado. Isso porque, sem musculatura política agora, o caminho até 2028 tende a ser ainda mais complicado para enfrentar o grupo de Valmir, pois quem não consegue unificar sua base em uma eleição proporcional dificilmente chegará forte a uma disputa majoritária.


