A deputada federal Katarina Feitoza (PSD) se manifestou à Realce após a repercussão de seu voto pela manutenção do veto do presidente Lula (PT) ao PL da Dosimetria, decisão que gerou críticas, sobretudo entre setores bolsonaristas. A parlamentar, que havia se posicionado favorável ao texto em dezembro de 2025, explicou a mudança de postura após uma reavaliação mais aprofundada do conteúdo.
Em nota, Katarina afirmou que votou “a favor da manutenção do veto presidencial ao PL da Dosimetria (PL 2.162/2023)” e destacou, como ponto central, a preocupação com os efeitos mais amplos da proposta. Segundo ela, “a proposta altera critérios de cálculo de penas e regras de progressão de regime, com impacto direto sobre condenações relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023, mas também com efeitos que podem alcançar outros crimes no ordenamento jurídico brasileiro”.
A deputada também ressaltou o risco de insegurança jurídica, afirmando que sua decisão levou em conta “a preocupação com a insegurança jurídica gerada pelo texto, sobretudo sobre os efeitos do projeto para além dos casos específicos que motivaram o debate”. Ainda segundo a nota, há alertas de especialistas de que as mudanças podem atingir crimes graves, o que exige cautela do Congresso.
Ao justificar o voto, Katarina enfatizou possíveis impactos sobre legislações recentes e foi direta ao afirmar: “Não poderia votar para beneficiar feminicidas e praticantes de crimes hediondos”. O posicionamento reforça o perfil político da parlamentar, que, apesar de ter base consolidada no eleitorado de centro-direita, também dialoga com setores de centro-esquerda, indicando uma atuação menos ideológica.
Na mesma sessão na última semana, o deputado federal João Daniel (PT) também votou pela manutenção do veto presidencial, enquanto a maioria da bancada sergipana se posicionou pela derrubada. Apenas Yandra Moura (UB) não votou.


