Nos bastidores, cresce cada vez mais a certeza da classe política de que os aliados mais próximos e leais à prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (Republicanos), não estão engajados na pré-candidatura de Valmir de Francisquinho (Republicanos). Eles estariam fazendo corpo mole para sua pré-campanha, longe da intensidade necessária para transformar o nome do itabaianense em um projeto que tenha realmente chances de vitória em 2026.
Em muitos casos que circulam nos bastidores e alguns confirmados pela Realce, o alinhamento estaria sendo feito somente para Eduardo Amorim (Republicanos), que é prioridade dos Amorins para o Senado; e para André David (Republicanos), que é hoje o pré-candidato de Emília e que tem mostrado muito mais capacidade de disputar a vaga do que o ex-senador, conforme leitura unânime dos bastidores da política e os números recentes das pesquisas também confirmam isso, como a do Instituto Eipe (SE-07141/2026).
E isso acontece por motivos simples. Uma eventual vitória de Valmir neste ano, num cenário bastante remoto, praticamente enterraria qualquer projeto de governo de Emília no curto prazo. Afinal, o caminho natural seria uma disputa de reeleição em 2030, empurrando qualquer pretensão da prefeita para um cenário muito mais distante.
Isso ajuda a explicar porque, mesmo sendo Valmir o pré-candidato ao Governo, quem mais ocupa espaços midiáticos, gera engajamento político e aparece no centro das movimentações do grupo é justamente Emília, que claramente quer veementemente se posicionar como a lider absoluta do grupo.
O movimento já passou a ser interpretado internamente como uma estratégia clara de fortalecimento pessoal mirando não apenas 2028, mas principalmente 2030.
O que fica claro até aqui é que Emília aparece com intensidade na mídia, mas nos bastidores ela e seus principais aliados não têm o mesmo entusiasmo, apesar de lançarem uma cortina de fumaça para passar uma mensagem diferente.


