Em meio à intensa disputa por protagonismo que ainda permeia a oposição em Sergipe, os movimentos silenciosos da base da prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (Republicanos), têm deixado cada vez mais evidente que ela quer se posicionar como a líder do agrupamento. E ela já tem feito isso, mirando projetos a longo prazo para o Governo do Estado, o que, neste momento, significa não mergulhar de verdade na pré-campanha de Valmir de Francisquinho (Republicanos).
Nos bastidores, a avaliação já é praticamente unânime entre a classe política. A única chance de Valmir conseguir transformar sua pré-candidatura em um projeto competitivo seria se Emília entrasse de corpo e alma na campanha, usando toda sua força política e da máquina, como vem realizando para Eduardo Amorim (Republicanos) e, principalmente, André David (Republicanos), nesse momento. Mas isso claramente não está acontecendo com o ex-prefeito. Pelo contrário. Enquanto o itabaianense enfrenta dificuldades, quem ocupa os espaços midiáticos, centraliza os debates e aparece como principal referência do grupo é justamente a prefeita de Aracaju.
A única exceção foi quando ele deu entrevistas em função de uma fala machista e que virou manchete nacional de forma absolutamente negativa.
A movimentação ajuda a explicar porque aliados mais leais a Emília têm feito corpo mole para a pré-campanha do itabaianense, como já abordado pela Realce. Eles sabem que se Valmir ter uma boa votação ou, de forma muito remota, acabe vencendo, irá recuperar o espaço de lider que hoje é dela.
Mas apesar dessa posição da prefeita, nos bastidores, cresce a avaliação de que Emília pode terminar o processo eleitoral sem sequer indicar o nome para vice na chapa de Valmir. As informações apontam que há forte resistência dentro do núcleo mais próximo da gestora a uma composição ligada ao ex-governador Belivaldo Chagas, cenário que poderia desmontar completamente o discurso para 2028.


