O PT sergipano começa a enxergar um novo cenário para a disputa proporcional de 2026. Nos bastidores da legenda, lideranças avaliam que o fortalecimento de pré-candidaturas femininas com forte influência regional pode ser determinante para ampliar o desempenho eleitoral do partido e até abrir caminho para a conquista de duas cadeiras na Câmara Federal.
Entre os nomes mais citados internamente estão Carminha Paiva e Andresa Nascimento. A avaliação dentro do partido é que ambas possuem perfis com forte capilaridade popular, especialmente junto às pautas sociais, segmento historicamente ligado ao eleitorado petista.
Em Lagarto, Andresa construiu sua trajetória pública durante as gestões do saudoso ex-prefeito Valmir Monteiro (in memorian), período em que atuou como secretária municipal de Assistência Social. Sua atuação ficou diretamente ligada a políticas voltadas às famílias em situação de vulnerabilidade, projetos sociais e ações comunitárias.
Já Carminha chega carregando um histórico consolidado em Socorro. Com mais de três décadas de atuação política e social no município, a parlamentar construiu forte popularidade principalmente durante sua passagem pela Secretaria Municipal de Assistência Social entre 2017 e 2022. Na pasta, ficou marcada por ações voltadas ao combate à insegurança alimentar, proteção de crianças, idosos, pessoas com deficiência e enfrentamento à violência doméstica.
O tamanho dessa força política acabou refletido diretamente nas urnas. Em 2022, Paiva foi a candidata mais votada para a Assembleia Legislativa em Nossa Senhora do Socorro, alcançando 34.790 votos no total, sendo 15.466 apenas no município.
E dentro do PT, cresce a percepção de que ambas podem ajudar a legenda a enfrentar um problema histórico: a dificuldade de eleger mais de um deputado federal em Sergipe. Vale lembrar que, hoje, o partido vive um cenário de intensa disputa interna envolvendo João Daniel e Márcio Macêdo, dois dos principais nomes da sigla no estado.


