A disputa pelas duas vagas ao Senado em Sergipe caminha cada vez mais para se tornar a eleição mais imprevisível de 2026. O cenário que meses atrás parecia caminhar para um rumo claro, hoje já é tratado nos bastidores como uma corrida completamente aberta para a segunda cadeira, marcada pelo crescimento simultâneo de vários nomes fortes disputando praticamente o mesmo eleitorado conservador.
A principal mudança observada nos últimos meses foi justamente a fragmentação da direita. Diferente de outros momentos da política sergipana, em que esse campo costumava se concentrar em poucos nomes, agora vários pré-candidatos passaram a disputar espaço dentro da mesma faixa do eleitorado, criando um ambiente extremamente competitivo e difícil de prever.
Estão nessa disputa incessante Alessandro Vieira (MDB), que oscilou e voltou ao jogo impulsionado principalmente pelos embates nacionais envolvendo o STF e ministros da Corte; Rodrigo Valadares (PL), que foi visto em diversos momentos como o nome que deveria ganhar a eleição; André David (Republicanos), que surpreendeu no início nas pesquisas; e Eduardo Amorim (Republicanos). Agora, entre eles, o cenário se mostra muito mais favorável ao ex-deputado André Moura (UB), que começou a surgir como um dos possíveis maiores beneficiados dessa pulverização da direita.
Do outro lado, Rogério Carvalho (PT) continua aparecendo como o nome mais consolidado da esquerda e o mais estável na disputa. Mesmo diante do crescimento da concorrência e da multiplicação de pré-candidaturas competitivas na direita, o petista segue sustentando posição de favorito nos levantamentos e nos bastidores políticos.
Eduardo vive o oposto da situação de Rogério. O ex-senador em nenhum momento da pré-campanha foi visto como um nome competitivo ou com chances de vitória, cenário bastante parecido com o de Edvaldo Nogueira (PDT), que não empolgou em momento algum.
O resultado disso é um cenário completamente diferente daquele imaginado no início da pré-campanha. Hoje, praticamente quase todos os principais nomes da disputa possuem caminhos possíveis para crescer, enquanto nenhum deles consegue demonstrar capacidade real de unificar sozinho o eleitorado conservador. E é justamente essa divisão intensa que tem tornado a corrida pela Casa Alta uma das eleições mais oscilantes e imprevisíveis da história recente da política sergipana.


