O vice-prefeito de Aracaju e pré-candidato ao Governo de Sergipe, Ricardo Marques (PL), voltou a defender que facções criminosas como o PCC e o Comando Vermelho sejam tratadas pelo Brasil com rigor equivalente ao aplicado às organizações terroristas.
A declaração foi feita por meio das redes sociais, em meio ao debate nacional sobre o avanço das facções e a recente decisão dos Estados Unidos de classificar PCC e CV como organizações terroristas internacionais. “As organizações criminosas e facções narcotraficantes não são ‘nossos criminosos’. Não estamos falando de pequenos delitos”, escreveu Ricardo.
No posicionamento, o vice-prefeito afirmou ainda que as facções “espalham medo, financiam o tráfico, recrutam jovens, dominam territórios e destroem famílias”. Em outro trecho, defendeu diretamente o endurecimento da legislação brasileira. “Defendo que o Brasil trate PCC, CV e qualquer facção narcotraficante com o máximo rigor da lei, equivalente ao reservado às organizações terroristas”, declarou.
O tema ganhou força nos últimos meses após a articulação de lideranças da direita brasileira junto ao governo norte-americano. Recentemente, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, confirmou a intenção do governo de Donald Trump de enquadrar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras, medida defendida por setores ligados ao bolsonarismo e pelo senador Flávio Bolsonaro, que tem tratado o combate às facções como uma das principais bandeiras de sua pré-campanha presidencial.
A medida, porém, abriu uma forte discussão no Brasil. Enquanto nomes da direita defendem o endurecimento da legislação e o enquadramento das facções como grupos terroristas, especialistas em segurança e integrantes do governo Lula argumentam que as organizações criminosas brasileiras atuam com motivação financeira e territorial, sem os elementos ideológicos que caracterizam o terrorismo na legislação nacional.
O próprio presidente Lula, durante agenda em Sergipe, criticou a decisão dos Estados Unidos e classificou a medida como uma interferência externa sobre temas de soberania nacional.


