Quem pensa que acabou a queda de braço entre Rodrigo Valadares (PL) e Edivan Amorim (Republicanos) pelo comando da direita sergipana está muito enganado. A disputa voltou a ganhar força nesta semana após o anúncio do vereador Lúcio Flávio (PL) de que deixará o comando do PL em Aracaju, decisão que rapidamente alimentou diversas especulações nos bastidores.
Ao comunicar sua saída da presidência municipal da legenda, Lúcio fez questão de agradecer à vereadora Moana Valadares e ao deputado federal pelo período em que esteve à frente do partido, além de reafirmar sua permanência no PL como vereador de Aracaju. A declaração, no entanto, não foi suficiente para conter as interpretações sobre os próximos passos do parlamentar. Uma das hipóteses levantadas nos bastidores é que sua permanência na sigla seria somente devido a possibilidade de perda do mandato caso deixasse o partido fora do período permitido.
As dúvidas também se estendem para as eleições de 2026. Diante das especulações de que pode desistir da disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa e das próprias declarações de que sua definição eleitoral só acontecerá durante o período das convenções, cresce a avaliação de que Lúcio poderá direcionar apoio a nomes do Republicanos.
Outro fator que tem chamado atenção é a ausência de manifestações públicas de apoio ao pré-candidato ao Governo do Estado pelo PL, Ricardo Marques, nome respaldado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e pelo senador Flávio Bolsonaro. A postura tem sido interpretada como um sinal de que o vereador permanece “em cima do muro”.
E isso ganhou ainda mais força após recentes declarações de agradecimento feitas por Lúcio a Edivan Amorim, reforçando a percepção de que a disputa pela liderança da direita sergipana está longe de chegar ao fim.

