A cada nova pesquisa divulgada e a cada movimento dos principais grupos políticos, fica mais evidente que a eleição de 2026 será disputada em um ambiente completamente diferente daquele visto em 2022. Entenda:
Naquele período, Valmir de Francisquinho (Republicanos) chegou fortalecido pela narrativa vitimista que convenceu até mesmo os mais críticos, pela condição de principal nome da oposição e pela ausência de concorrentes dentro do próprio campo conservador. Quatro anos depois, boa parte desses elementos já não existe mais ou perdeu força, principalmente diante de seus diversos desgastes políticos e imbróglios jurídicos.
Também pesam contra ele suas diversas polêmicas e alianças contráditórias; escândalos de corrupção, que até mesmo o próprio chegou admitir culpa ao tentar firmar acordo com MP; ataques contra aliados, e diversos outros fatores que o fizeram perder apoio, especialmente da direita, que era sua espinha dorsal em 2022.
Outro fator que diferencia os dois momentos é a situação de Fábio Mitidieri (PSD). Em 2022, o então candidato precisava convencer o eleitorado de que estava preparado para governar Sergipe. Agora, chega à disputa com uma gestão consolidada e que deve ser seu principal cabo eleitoral. Obras estruturantes, investimentos bilionários, programas estaduais fortalecidos, parcerias com o Governo Federal e uma ampla base de apoio transformaram o governador em uma figura muito mais competitiva do que aquela que entrou na disputa há quatro anos. Prova disso são as diversas pesquisas, até mesmo as de institutos que chegaram a mostrar Valmir na frente, apontando seu favoritismo para a reeleição.
A eleição de 2026 tende a ser marcada por elementos completamente distintos dos observados no último pleito estadual. De um lado, um governador que chega mais forte politicamente e respaldado pela própria gestão. Do outro, uma oposição fragmentada, dividida entre diferentes projetos e sem a mesma unidade que impulsionou sua competitividade em outras ocasiões.


