A crise envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro, que ganhou repercussão nacional após divergências sobre os rumos do PL no Ceará, também repercutiu em Sergipe. O pré-candidato a deputado federal Capitão Samuel (UB) comparou o episódio à disputa que já ocorre no estado pelo comando do principal palanque da direita para as eleições de 2026.
Como a Realce vem mostrando nos últimos meses, Flávio já chancelou o novo palanque bolsonarista no estado, formado pelo pré-candidato ao Governo Ricardo Marques (PL), pelo deputado federal e pré-candidato ao Senado Rodrigo Valadares (PL) e pelo também pré-candidato ao Senado Coronel Rocha (PL). Do outro, o Republicanos, com Emília, Valmir e os Amorim, apesar dos inúmeros desgastes com os apoiadores de Bolsonaro, reivindica protagonismo dentro do campo conservador.
E ao comentar o embate entre Michelle e Flávio, Capitão Samuel afirmou compreender a defesa feita pela ex-primeira-dama em relação ao legado político de Jair Bolsonaro, mas questionou como esse discurso será aplicado na prática diante da realidade de estados como Sergipe.
Segundo ele, o ex-presidente nunca precisou abrir mão de seus princípios para acomodar diferentes projetos políticos, situação que hoje passa a ser enfrentada por Flávio.
“Jair Messias Bolsonaro nunca fez concessões para ajuste partidário ou acomodações eleitorais, se tornou maior líder conservador do Brasil. Vejo coerência de Michelle Bolsonaro com suas convicções e a defesa contundente do legado sem concessões políticas. Flávio Bolsonaro luta para tirar o PT do poder e o Brasil tem situações regionais que precisam de concessões. Exemplo: Sergipe. Flávio terá dois palanques para melhorar eleitoralmente ou não? PL e Republicanos em rota de colisão. No Ceará a decisão foi no sentido de buscar melhor performance eleitoral”, escreveu o ex-parlamentar.


