A ex-primeira-dama de Lagarto, ex-secretária municipal de Assistência Social e pré-candidata a deputada federal pelo PT, Andresa Nascimento, afirmou à Realce que se sente “ofendida” diante das recentes movimentações envolvendo o Festival da Mandioca e disse esperar que não tenham como objetivo apagar o legado deixado pelo ex-prefeito Valmir Monteiro (in memorian), idealizador da festa.
Ela também defendeu o evento, diante de ataques dos Ribeiros ao Festival, considerado como um dos grandes marcos do saudoso Valmir na cidade. “O Festival da Mandioca é do povo, movimenta a nossa economia, gera emprego e renda, valoriza a cultura. E isso foi o que Valmir sempre priorizou, acima de qualquer interesse pessoal. Então, se isso for por briga política, eu não compaco tudo isso. E o legado de Valmir jamais será apagado”, disse.
Ela destacou que participou da criação do festival ao lado do marido e afirmou que a festa sempre foi muito mais do que um evento de entretenimento. “Me sinto realmente um pouco até ofendida por ser um legado, por ser uma história sonhada e idealizada por meu esposo. A gente vê tudo isso acontecendo pela primeira vez no município e só encontra tristeza e descontentamento no olhar do povo de Lagarto”, declarou.
A ex-secretária também lembrou que, durante sua gestão na Assistência Social, a pasta mantinha participação ativa no Festival da Mandioca, desenvolvendo ações voltadas à inclusão social, cidadania e promoção de direitos. Entre elas estavam apresentações culturais dos grupos da terceira idade, como o tradicional casamento matuto e concursos do “Vovô e Vovó Gatão”, além de campanhas educativas promovidas pelo CRAS e CREAS sobre combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes e enfrentamento à violência contra a mulher. Segundo Andresa, o evento também contava com atendimentos psicológicos, orientação jurídica e divulgação dos serviços oferecidos pela rede de assistência social.
Para ela, o Festival da Mandioca movimenta a economia, gera emprego e renda e fortalece a identidade cultural de Lagarto. Embora tenha afirmado não saber se as recentes polêmicas possuem motivação política, disse que, caso isso esteja acontecendo, não concorda com esse tipo de postura. “Espero que não queiram, de forma alguma, atrapalhar nem tirar a história que foi construída por Valmir Monteiro. O Festival da Mandioca é do povo e o legado de Valmir jamais será apagado”, concluiu.

