Estamos a quase exatamente três meses das eleições de 2026 e as movimentações têm sido cada vez mais intensas, especialmente para as corridas proporcionais, que devem carregar diversas surpresas. Na disputa pelas cadeiras da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), a tendência natural é que boa parte dos deputados que hoje ocupam mandato chegue à eleição em posição competitiva, impulsionada pela estrutura já consolidada, pela capilaridade política e pela força do próprio exercício do cargo. Ainda assim, o cenário também abre espaço para o avanço de nomes que, embora novatos na corrida pela Alese ou sem passagem pela Casa, aparecem cada vez mais inseridos nas articulações partidárias e na montagem dos palanques para outubro.
A estruturação das chapas tem sido um dos principais termômetros dessa disputa. Partidos como PSD, Republicanos, federação PT-PCdoB-PV, PL, MDB e a federação União Progressista já trabalham com listas de pré-candidatos já conhecidos e fortes novatos.
No PSD, por exemplo, além de nomes já consolidados como Luciano Bispo, Jorginho Araújo, Maisa Mitidieri e Adailton Martins, aparece Carlinhos de Brejo Grande como uma das peças que podem chamar atenção e Coronel Ribeiro, com o qual a Segurança Pública pode voltar a ter representação na Casa. Já na federação formada por PT, PCdoB e PV, a lista de estadual com Chico dos Correios, Padre Inaldo, Ibrain e Paulo Júnior também abriga nomes como Candisse e Professor Dudu, que entram justamente pelo potencial de surpreender.
No PL, que vem tentando fortalecer sua chapa para a disputa proporcional, Cecília Marques aparece entre os nomes colocados para a Assembleia ao lado de figuras mais conhecidas como Luciano Pimentel e Fernandinho Franco. No MDB, além de Garibalde Mendonça e Danielle Garcia, o nome de Antônio Bala já tem ganhado destaque e alta projeção. Já na federação União Progressista, que reúne um bloco competitivo para a Alese, Pastor Diego desponta como um dos nomes que tendem a surpreender, especialmente por sua atuação no campo conservador, ao lado de lideranças já mais consolidadas, como Cristiano Cavalcante, Kaká Santos, Marcelo Sobral, Lidiane Lucena e Hilda Ribeiro.
Em comum, esses pré-candidatos têm o fato de estarem intensificando agendas, costuras políticas e construção de bases em diferentes regiões do estado. Mas ainda é cedo para cravar quem, de fato, conseguirá converter tudo isso em voto e conseguir lugar privilegiado na fila da disputa por uma vaga na Assembleia.


