Ganhou repercussão em todo o estado, gerando indignação nesta sexta-feira, 10, o vídeo que mostra uma suposta tentativa de homicídio contra o vereador Alex Henrique (UB), enquanto ele cumpria sua função parlamentar ao tentar fiscalizar se a Unidade de Saúde Manoel Pereira de Andrade, em Itabaiana, já funcionava com atendimento 24 horas, como havia sido informado pelo deputado estadual Marcos Oliveira (Republicanos).
As imagens, que circularam nas redes sociais, mostram o momento em que o parlamentar se vê diante de um vigilante armado com uma faca e precisa recuar, caindo ao chão durante a confusão. E pela gravidade do que foi exposto, o episódio precisa ser tratado com a seriedade que um caso dessa natureza exige.
Segundo a versão apresentada por Alex Henrique, ele decidiu ir até a unidade após tomar conhecimento, em um grupo de WhatsApp, da informação de que o local já estaria operando em regime integral. Ao chegar ao espaço, o vereador afirma que foi orientado pelo vigilante a se dirigir para outro lado do prédio e que, ao seguir a indicação, acabou sendo surpreendido por uma agressão. Ainda de acordo com o relato, o servidor teria feito ameaças durante a discussão, escondido a faca após a chegada da polícia e atuado de forma premeditada para afastá-lo do alcance das câmeras de segurança. Alex classificou o ocorrido como uma tentativa de homicídio no exercício do mandato e afirmou que tudo teria sido registrado por imagens.
A gravidade do caso é grande porque atinge diretamente o exercício da atividade parlamentar e o direito de fiscalização de um vereador eleito pela população. Em qualquer democracia minimamente saudável, divergências políticas, desconfortos administrativos ou insatisfações com a atuação de um parlamentar jamais podem descambar para intimidação física, ameaça ou violência armada.
E num período em que o país se aproxima de mais um ciclo eleitoral, naturalizar agressões ou ameaças contra agentes públicos de oposição é um sinal perigosíssimo de deterioração do debate democrático.
O próprio Alex subiu o tom ao relacionar o episódio a um ambiente de hostilidade política já existente em Itabaiana. Em entrevista, ele afirmou que já vinha recebendo ameaças anteriormente e citou declarações de integrantes do grupo ligado ao ex-prefeito Valmir de Francisquinho como fatores que teriam contribuído para esse clima.
Em nota, a Prefeitura de Itabaiana afirmou não compactuar com qualquer ato de violência.


