O vereador de Aracaju Fábio Meireles (PDT) voltou a fazer duras críticas ao ex-prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho (Republicanos), ao afirmar que os sergipanos precisam conhecer o histórico administrativo do pré-candidato ao Governo do Estado antes das eleições de 2026.
Segundo o parlamentar, a principal razão para esse posicionamento é o processo que envolve o caso do matadouro de Itabaiana. “Quando a pessoa passa a conhecer o processo que envolve o matadouro e quem estava ocupando um cargo público na Prefeitura de Itabaiana, você não deseja ter Valmir ocupando cargo público nenhum. Aquilo que eu puder fazer para que a sociedade tome conhecimento de quem é o administrador Valmir de Francisquinho, isso eu farei, para que o mal que aconteceu em Itabaiana não venha acontecer no estado de Sergipe”, afirmou o vereador à Realce.
O caso citado pelo vereador refere-se à ação de improbidade administrativa que investiga supostas irregularidades na contratação de uma empresa para o recolhimento e processamento de resíduos de abate animal no Matadouro Municipal de Itabaiana. Segundo a investigação, entre 2015 e 2018 houve contratações verbais e dispensas irregulares de licitação, sem observância dos procedimentos legais, o que teria causado prejuízo superior a R$ 4,4 milhões aos cofres públicos. O Tribunal de Justiça de Sergipe reformou a sentença de primeira instância e condenou os investigados por improbidade administrativa.
O processo voltou a ganhar força nos últimos meses após o Ministério Público Federal encaminhar parecer ao Superior Tribunal de Justiça defendendo a rejeição dos recursos apresentados por Valmir de Francisquinho e a manutenção da condenação. No mesmo parecer, o MPF também se manifestou contra a homologação dos Acordos de Não Persecução Cível firmados pelos investigados, vista nos bastidores como admissibilidade de culpa, sustentando que eles não atendiam à Lei de Improbidade Administrativa por não preverem o ressarcimento integral dos danos ao Município de Itabaiana. O órgão destacou ainda que o acordo apresentado por Valmir previa o pagamento de multa civil de R$ 135 mil, valor muito inferior ao prejuízo apontado na ação.


