A ex-secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, Mayra Pinheiro, que agora é pré-candidata a deputada federal por Ceará, voltou a fazer duras críticas ao senador Alessandro Vieira (MDB), eleito pelo bolsonarismo em 2018, durante sua passagem por Sergipe ontem, 15. Em declaração exclusiva à Realce, ela afirmou que se decepcionou com a atuação do parlamentar no Senado e o acusou de ter perseguido médicos durante os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, realizada em 2021.
Segundo Mayra, a expectativa era de que Alessandro exercesse um mandato voltado à defesa da liberdade e da vida. No entanto, ela afirmou que sua percepção mudou ao acompanhar a atuação do senador durante a pandemia, ainda na gestão de Bolsonaro na presidência. “Eu acompanhei a trajetória do candidato Alessandro Vieira por Sergipe. Tive a oportunidade de estar no governo federal enquanto o senador exercia seu mandato e, para decepção minha, e acho que de boa parte dos sergipanos, vi um homem aliado ao PT nas causas mais perversas da pandemia, perseguindo médicos, perseguindo a autonomia médica e se aliando a pessoas condenadas”, declarou.
O embate entre os dois ganhou repercussão nacional durante a CPI da Covid. Na ocasião, Vieira questionou a atuação de Mayra Pinheiro na defesa do chamado “kit Covid”, especialmente o uso da hidroxicloroquina, além de sua participação na plataforma TrateCov. Durante o depoimento da então secretária, o senador criticou suas declarações e afirmou que ela desconsiderava evidências científicas. Ao fim dos trabalhos, a CPI aprovou relatório que pediu o indiciamento de diversas autoridades ligadas ao Ministério da Saúde, incluindo Mayra Pinheiro.
Ao concluir a conversa, a ex-secretária voltou a criticar o mandato do senador sergipano, detonando-o. “Espero que o povo de Sergipe pense duas vezes para não reeleger pessoas que, de fato, não têm projeto de defesa da liberdade e da vida”, afirmou.


