Mais um escândalo envolvendo a saúde na gestão da prefeita Emília Corrêa (Republicanos), em Aracaju, ganhou repercussão nacional nesta semana. Desta vez, o destaque negativo da administração municipal foi uma reportagem publicada pela jornalista Rita Oliveira e repercutida por Luiz Bacci, ex-apresentador do SBT com mais de 24 milhões de seguidores em suas redes sociais, que aponta suspeitas de superfaturamento no contrato de gestão do Hospital Municipal Desembargador Fernando Franco, firmado entre o Fundo Municipal de Saúde e a Fundação ABM de Pesquisa e Extensão na Área da Saúde (FABAMED).
De acordo com a reportagem, o Contrato nº 0008/2026 prevê o pagamento de R$ 406,9 milhões durante cinco anos, o equivalente a aproximadamente R$ 6,78 milhões por mês. A publicação afirma que a mesma organização social administra, na Bahia, um complexo hospitalar com estrutura maior por cerca de R$ 5,06 milhões mensais, apontando uma diferença de aproximadamente R$ 1,7 milhão por mês. No acumulado do contrato, a disparidade ultrapassaria R$ 103 milhões, sem considerar outros R$ 10 milhões previstos para obras.
O decreto que qualificou a FABAMED como organização social teria sido publicado em 5 de fevereiro de 2026, apenas dois dias após a homologação, enquanto o contrato foi assinado nos dias 6 e 7 de fevereiro. E o episódio amplia a sequência de desgastes enfrentados pela gestão municipal na área da saúde, que já vinha sendo alvo de questionamentos e investigações envolvendo contratos públicos.
Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde de Aracaju contestou as informações e afirmou que o conteúdo desconsidera aspectos técnicos e administrativos do processo.


