Apesar de normalmente receberem menos atenção do que os candidatos titulares, os suplentes ocupam uma posição estratégica na composição das chapas ao Senado e podem, em diferentes circunstâncias, chegar efetivamente ao exercício do mandato.
Isso já aconteceu, por exemplo, quando José Alves do Nascimento, irmão da ex-senadora Maria do Carmo Alves, era suplente de Albano Franco e assumiu definitivamente uma cadeira no Senado quando o titular deixou o cargo após ser eleito governador de Sergipe, permanecendo na Casa entre 1995 e 1999.
Outros suplentes sergipanos também chegaram ao Senado em substituições temporárias. Renildo Santana assumiu em 2003 durante licença de Maria do Carmo; anos depois, Ricardo Franco, filho do ex-governador Albano Franco, tomou posse em 2015 também no lugar da senadora. Virgínio de Carvalho, segundo suplente de Maria, exerceu o mandato em 2021. Já na chapa de Eduardo Amorim, os dois suplentes chegaram a ocupar a cadeira: Lauro Antônio assumiu durante quatro meses entre 2011 e 2012, enquanto Kaká Andrade tomou posse em 2014, quando Amorim se licenciou para disputar o Governo do Estado.
Para 2026, quase todas as candidaturas já apresentam suas duplas. André Moura terá Ricardo Vasconcelos e Selma França; Rogério Carvalho, Bruno Costa Nunes e Fabiano Oliveira; Alessandro Vieira, Adriana Carvalho e Joazinho de Solinha; Edvaldo Nogueira, Joaquim Ferreira e Teixeira Guimarães; Eduardo Amorim, após o recuo de Adailton, tem apenas Danilo de Joaldo; André David, Rebeka Maia e Pedro Lima; Rodrigo Valadares, Glória Sena e Marina Ferraz de Castro; Coronel Rocha, José Olívio Calasans e Krisvania Barbosa Guedes; e Iran Barbosa terá Nuzia Costa e Magal da Pastoral.
Além da possibilidade de assumir o mandato, a definição dos suplentes costuma revelar muito sobre a estratégia de cada candidatura, seja para agregar força regional, ampliar alianças ou contemplar diferentes grupos políticos. Por isso, a Realce trará em breve uma nova série com análises individuais sobre os nomes escolhidos para as suplências em 2026, detalhando quem são, o que representam politicamente e o peso que podem acrescentar às respectivas chapas.


