A eleição de 2026 deve provocar mudanças importantes na composição da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese). Dos atuais 24 deputados estaduais, alguns sequer estarão novamente na disputa por uma cadeira, enquanto outros terão pela frente nominatas consideradas mais competitivas e precisarão enfrentar adversários do próprio agrupamento para permanecer no Parlamento. A Realce analisou alguns dos principais casos que merecem atenção nesta corrida.
Um deles é Marcelo Sobral (UB). O parlamentar chega à eleição enfrentando um cenário diferente daquele que o levou à Alese. Nos últimos meses, tem sofrido uma debandada de aliados não apenas em Itaporanga d’Ajuda, sua principal base eleitoral, mas também em outros municípios considerados importantes para seu projeto de reeleição. O deputado ainda terá pela frente uma nominata pesada na Federação União Progressista, que reúne vários parlamentares de mandato e outras candidaturas competitivas.
Também integrante desse grupo, Kaká Santos (UB) aparece entre os nomes que precisarão atravessar uma disputa interna bastante concorrida. A situação do parlamentar, porém, envolve particularidades políticas e eleitorais que merecem uma avaliação própria. Por isso, a Realce apresentará, em uma análise individual, um levantamento mais detalhado sobre o cenário enfrentado por ele na corrida pela permanência na Assembleia.
No PL, a atenção se volta especialmente para Luciano Pimentel. Com Luizão Dona Trampi deixando a corrida estadual para disputar uma cadeira na Câmara Federal, ele permanece entre os deputados do partido que buscam espaço na Alese. A nominata liberal conta ainda com nomes como Fernandinho Franco, Cecília Marques e Flávio, e, caso se confirme uma projeção mais limitada de cadeiras para a legenda, a disputa interna poderá colocar o parlamentar diante de uma eleição particularmente difícil.
Há também outros deputados que não estarão na disputa pela reeleição. Carminha Paiva (PT) abriu espaço para a candidatura de Padre Inaldo, que passa a integrar uma Federação PT-PCdoB-PV já recheada de nomes competitivos. Entre eles estão deputados como Ibrain de Valmir, Paulo Júnior e Chico do Correio. Nesse cenário, a disputa pelas primeiras posições do grupo promete ser intensa, e a entrada de novas candidaturas aumenta a concorrência pelas vagas projetadas para o bloco.
Neto Batalha (PSD) também seguirá caminho semelhante e disputará mandato na Câmara Federal. Áurea Ribeiro (PP) é mais um nome que não buscará a reeleição. Seu grupo apostará em Hilda Ribeiro, ex-prefeita de Lagarto, para tentar preservar espaço na Assembleia. A missão, entretanto, passa por uma das nominatas mais concorridas desta eleição: a Federação União Progressista reúne nomes como Cristiano Cavalcante, Netinho Guimarães, Lidiane Lucena e Pato Maravilha, além de novas candidaturas.
Em situação diferente aparece Kitty Lima (PSB). A parlamentar segue como um dos principais nomes de seu partido para a eleição, sustentada principalmente pela atuação de mandato e pela identificação construída em torno da causa animal.
Já Jorginho Araújo (PSD) entra no processo eleitoral como um dos nomes de mandato do partido na disputa pela Alese. Dentro de uma nominata que também reúne outras forças políticas, o parlamentar trabalha pela manutenção da cadeira e aparece entre as apostas do PSD para continuar compondo sua bancada estadual.
Jeferson Andrade (PSD) não disputará a reeleição. Dessa forma, antes mesmo da abertura das urnas, a próxima legislatura já terá mudanças em relação à composição atual.

