A corrida pelas duas vagas ao Senado em Sergipe promete ser uma das mais disputadas destas eleições, especialmente para a segunda cadeira, mas, entre tantos nomes na briga, um resultado negativo pode ter um peso muito maior para um candidato em especial: Eduardo Amorim (Republicanos).
Depois de ter sido eleito senador em 2010, ele vem acumulando sucessivas derrotas nas urnas. Perdeu a disputa pelo Governo no 1º turno para Jackson Barreto em 2014, com uma diferença de mais de 120 mil votos; ficou fora até mesmo do segundo turno na nova tentativa de chegar ao Governo em 2018, amargando o 3º lugar e com menos da metade dos votos que teve na disputa anterior; e, em 2022, tentou retornar ao Senado, mas terminou apenas na terceira colocação, atrás de Laércio Oliveira e Valadares Filho.
Agora, Eduardo tenta mais uma vez retornar à Casa Alta e chega cercado de uma estrutura política que, até aqui, não parece ter se transformado na empolgação esperada. Mesmo contando com o apoio da prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (Republicanos), e com as articulações comandadas pelo irmão Edivan Amorim, sua candidatura ainda precisa mostrar força até mesmo na capital. E é justamente isso que torna o cenário preocupante. Depois de tantas amarrações e acordos, uma nova derrota seria difícil de ser tratada apenas como mais um resultado eleitoral.
Por isso, entre todos os nomes envolvidos nessa verdadeira guerra pelo Senado, Eduardo talvez seja quem tenha mais a perder. Se nem com o apoio da prefeita da capital, estrutura, articulações e acordos políticos ele conseguir retornar ao Senado, 2026 poderá marcar mais uma grande derrota.


