A deputada estadual Linda Brasil (PSOL) se manifestou após as recentes declarações do deputado federal Rodrigo Valadares (PL) contra ela e a emenda de sua autoria que incluiu na Constituição de Sergipe a proteção contra discriminação por identidade de gênero. Em nota enviada à redação, a parlamentar classificou as falas como “oportunismo eleitoral” e afirmou que a perseguição a grupos historicamente marginalizados é utilizada pela extrema direita como “cortina de fumaça” para esconder a falta de entregas à população.
Confira nota abaixo:
“Não compactuamos com o oportunismo eleitoral. Enquanto a extrema direita alimenta o ódio e as divergências, a nossa mandata constrói políticas públicas consistentes, que atendem às necessidades concretas da população, especialmente das pessoas historicamente marginalizadas e invisibilizadas. Nos ocupamos do combate à fome, à extrema pobreza e às injustiças. Combatemos o desvio de verbas públicas e lutamos por políticas que valorizem a vida das trabalhadoras e dos trabalhadores, por moradia para quem não tem, em defesa da cultura, da educação, da saúde pública e da assistência social.
A perseguição de grupos marginalizados por parlamentares de extrema direita, por meio de discursos de ódio, gera violência em vários níveis e alimenta comportamentos que podem levar à morte de pessoas. Ao fim, serve como cortina de fumaça para esconder a real questão: tais políticos são oportunistas, não possuem entrega alguma ao povo sergipano e vivem de sensacionalismo. A fala ofende todas e todos os parlamentares da Assembleia.
Nós trabalhamos por justiça social e dignidade para aquelas pessoas que têm seus direitos fundamentais violados cotidianamente. Lamento o uso do nome de Deus e da religiosidade de forma vã e hipócrita.
A Emenda Constitucional nº 59/2025 é um avanço civilizatório, e Sergipe pode se orgulhar de ser um estado pioneiro nessa conquista dos direitos humanos, ao assegurar respeito e proteção a todas as pessoas! Além do benefício à população trans e travesti, nossa emenda garante que toda pessoa deve ser respeitada em sua identidade”.

