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As sucessivas tentativas de perseguição de Valmir e do Republicanos para tentar calar a imprensa e que caíram por terra

A estratégia, que eles tanto acusam os adversários, tem encontrado limites no próprio Judiciário, que em decisões recentes voltou a resguardar a crítica política e a liberdade de expressão.

09/09/2026
Em Notícias
As sucessivas tentativas de perseguição de Valmir e do Republicanos para tentar calar a imprensa e que caíram por terra

Fazendo justamente aquilo que tanto acusa seus adversários de fazer contra ele, Valmir de Francisquinho (Republicanos) tem assumido o que muitos chamam de face autoritária, especialmente neste ano eleitoral, contra todos aqueles que ousam fazer críticas à sua atuação política ou levantar questionamentos sobre suas gestões em Itabaiana. O ex-prefeito, que durante anos construiu uma narrativa de vitimização e de perseguição política, passou de vítima a algoz e, ao lado do Republicanos, tem recorrido sucessivamente à Justiça contra jornalistas, radialistas, páginas e até adversários políticos. A estratégia, porém, tem encontrado limites no próprio Judiciário, que em decisões recentes voltou a resguardar a crítica política e a liberdade de expressão.

O mais recente caso envolve o radialista Marcos Aurélio Santos Costa. Conforme acórdão divulgado pelo próprio comunicador, o Republicanos recorreu ao TRE-SE, mas perdeu por unanimidade. No julgamento realizado no último dia 31, os membros da Corte decidiram conhecer e negar provimento ao recurso apresentado pelo diretório estadual do partido. Segundo o profissional de imprensa, a ação buscava responsabilizá-lo por uma publicação crítica, mas prevaleceu o entendimento de que crítica política, ainda que contundente, não se confunde automaticamente com fake news, ofensa eleitoral ou pedido de não voto.

Situação semelhante ocorreu com Luiz Carlos Focca e a Rádio Metropolitana 90,5. O Republicanos acionou a Justiça após comentários do radialista sobre a superlotação do Hospital Regional de Itabaiana e sobre a ausência de uma UPA 24 horas construída pelo município nos últimos anos. O partido tentou enquadrar as declarações como propaganda eleitoral antecipada negativa, mas o TRE-SE decidiu por unanimidade manter o entendimento favorável ao comunicador, considerando que as manifestações permaneceram dentro dos limites da crítica e da análise política, sem pedido de não voto, imputação de crime ou divulgação comprovada de informação sabidamente falsa.

Em maio, depois da repercussão nacional da declaração de Valmir sobre mulheres na política, episódio em que afirmou “Mulher na política… esqueça”, posteriormente alegando que se referia especificamente à própria esposa, ele e Thaylane Monique ingressaram com ação contra uma extensa relação de comunicadores, páginas, influenciadores e lideranças políticas. Entre os acionados estavam o comunicador Laelson Correia, a vereadora Sônia Meire, o vereador Jonas Reis e páginas como Fato Sergipe, Política Sergipana, Itabaiana City, além de outros perfis e até o Facebook Brasil.

É justamente a repetição desses episódios que começa a desgastar a narrativa sustentada por Valmir durante anos, e escancarar sua contradição. O itabaianense sempre apresentou as ações judiciais movidas contra ele como demonstração de perseguição e tentativa de retirá-lo do jogo. Agora, porém, seu próprio agrupamento transformou o Judiciário em uma frente recorrente da disputa eleitoral, acionando críticos e buscando a retirada de conteúdos considerados negativos.

Todas as matérias ou publicações que atingem negativamente Valmir, Emília Corrêa ou integrantes do grupo dos Amorim passaram a ser alvo frequente de judicialização. Nos bastidores, a avaliação é de que essa seria uma estratégia adotada pelo agrupamento para desgastar e intimidar adversários por meio de sucessivos processos. Há também relatos de incômodo, no meio jurídico, com o volume e a recorrência dessas demandas.

Vale lembrar também que um dos pontos que faz sua narrativa de vítima cair por terra é a aliança política, com direito a indicação de vice, com Belivaldo Chagas, o qual ele acusou de ser o mandante de sua prisão.

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