Já não é mais novidade que Valmir de Francisquinho (Republicanos) continua recorrendo ao discurso que marcou sua candidatura ao Governo de Sergipe em 2022. Mas repetir a mesma fórmula de antes já não convence mais, especialmente diante de suas atitudes e alianças contraditórias, a exemplo da que fez com Belivaldo Chagas, a quem um dia acusou de ser o algoz de sua prisão. E isso tem sido cada vez mais perceptível nas pesquisas, em que tem patinado e aparece longe de ter chances reais de vitória.
Na relação com Belivaldo, quando foi preso durante a Operação Abate Final, Valmir levantou a tese de “prisão política” e colocou o então governador entre os principais responsáveis pelo que dizia estar sofrendo. Em 2022, voltou a apontá-lo como alguém que estaria atuando contra sua candidatura e sua situação jurídica. Quatro anos depois, no entanto, disputa o Governo tendo como vice Priscila Felizola, filha do próprio Belivaldo.
Durante anos, Valmir também construiu boa parte de seu discurso em cima da ideia de perseguição política e de que tentavam calá-lo. Agora, em pleno ano eleitoral, é o Republicanos que mais tem recorrido à Justiça contra jornalistas e radialistas por críticas à sua atuação.
Talvez seja justamente por isso que o velho discurso já não tenha o mesmo peso de 2022. Valmir continua tentando se apresentar como perseguido, antissistema e diferente daqueles que sempre criticou, mas hoje precisa lidar com as próprias escolhas feitas ao longo do caminho, que o mostram justamente longe de ser o que promete.


