Se nas eleições majoritárias as pesquisas ajudam a desenhar com mais clareza o cenário da disputa, nas proporcionais as contas são bem mais complicadas. E faltando poucas semanas para as urnas, a exatos 20 dias das eleições, uma das principais discussões nos bastidores da política sergipana é justamente sobre quantas cadeiras cada partido ou federação deve conseguir na próxima composição da Assembleia Legislativa.
Vale ressaltar que os números trazidos nesta análise são uma fotografia dos bastidores neste momento da campanha, e que ainda pode mudar bastante até o dia da eleição.
Hoje, as projeções de bastidores colocam União Progressista e PSD com cinco vagas cada, aparecendo como as duas chapas com maior expectativa de cadeiras. A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, vem logo atrás, com quatro, enquanto o MDB aparece com três.
O Republicanos também é projetado com três cadeiras, em uma chapa que tem nomes já bastante conhecidos na disputa. O PSB aparece com duas, enquanto PL e Avante, pelas contas que circulam atualmente, ficariam com uma vaga cada.
É claro que essas contas estão longe de significar que o cenário esteja fechado. Até porque, na proporcional, uma votação acima ou abaixo do esperado de um candidato pode mexer não apenas com sua posição dentro da chapa, mas também com o número de cadeiras conquistadas pelo próprio grupo. É justamente por isso que algumas dessas projeções vêm mudando desde o início da campanha.
A Federação PSOL/Rede, por exemplo, chegou a aparecer em algumas contas com possibilidade de eleger um nome, tendo Linda Brasil com grandes chances de reeleição, mas neste momento aparece sem cadeira por conta de sua situação jurídica da Federação, que teve seu DRAP indeferido pelo TRE-SE no último dia 4. O partido tenta reverter a decisão no TSE, o que pode novamente reformular o cenário.

