A disputa pelas duas vagas de Sergipe no Senado começa a consolidar uma característica que pode ser decisiva nesta reta final. Enquanto a esquerda concentra sua principal força eleitoral na tentativa de reeleição de Rogério Carvalho (PT), a direita chega pulverizada, com diferentes nomes disputando parcelas semelhantes do eleitorado.
Rogério entra nesta reta final como o nome do PT para o Senado no estado e com uma estrutura política que vai muito além da legenda. Além do apoio direto do presidente Lula, o petista conta com a mobilização da militância, movimentos sociais e sindicais e uma ampla rede de lideranças espalhadas pelos municípios. O próprio partido incluiu sua reeleição entre as prioridades partidárias nacionais. Isso ainda se soma ao protagonismo conquistado pelo sergipano em Brasília, num conjunto que já tem se refletido nas pesquisas, com sua liderança.
Do outro lado, o cenário é bem mais fragmentado. Delegado Alessandro Vieira (MDB), delegado André David (Republicanos), André Moura (UB), Rodrigo Valadares (PL), Eduardo Amorim (Republicanos) e Coronel Rocha (PL), entre outros nomes, disputam espaços que se sobrepõem em diferentes parcelas do eleitorado de centro, centro-direita e direita.
Essa pulverização ajuda a explicar por que as pesquisas têm apresentado cenários tão diferentes com relação à segunda cadeira. que vem oscilando especialmente entre Alessandro, André David e André Moura, sendo uma das grandes incógnitas dessas eleições.


