O candidato ao Governo do Estado, Valmir de Francisquinho (Republicanos) afirmou não enxergar contradição na aliança construída com o ex-governador Belivaldo Chagas, apesar do histórico de embates entre os dois. Anos atrás, após ser preso na Operação Abate Final, o então prefeito de Itabaiana sustentou a tese de perseguição política e apontou Belivaldo entre os responsáveis pelo episódio. Hoje, além de estarem no mesmo agrupamento, a filha do ex-governador, Priscila Felizola, é candidata a vice na chapa de Valmir.
Questionado nesta quinta-feira, 24, justamente sobre o peso dessa aproximação, Valmir afastou enxergar qualquer incoerência. “Eu não vejo nada contraditório”, respondeu. E acrescentou sobre Priscila: “Eu nunca tive problema com Priscila na minha vida. Toda a vida nos respeitamos, nos tratamos bem. Ninguém nunca viu uma fala de Valmir xingando Priscila, nem Priscila me xingar”, afirmou.
Valmir também argumentou que Priscila não deve responder politicamente pelas atitudes do pai. “As pessoas precisam entender, separar as coisas. O pai responde pelos atos, ela responde pelos dela, porque ela é maior e capaz. Eu respondo pelos meus atos, meu filho responde pelos atos dele”, declarou.
Na mesma entrevista, Valmir também foi questionado sobre os jogos de azar, diante de suas críticas recorrentes ao tema. Perguntado sobre o que fez, quando prefeito de Itabaiana, para combater o jogo do bicho no município, ele não citou nenhuma ação e respondeu que essa responsabilidade não era sua. “Eu não tenho nada a ver com acabar jogo em lugar nenhum. Isso é competência do Estado”, disse.


