A situação da Federação PSOL/Rede passou a mexer nas projeções para a próxima composição da Assembleia Legislativa. Depois de aparecer durante boa parte da campanha com possibilidade de conquistar uma cadeira, principalmente pela força eleitoral de Linda Brasil, o grupo vive agora uma insegurança jurídica que pode mexer diretamente nas projeções das demais chapas e federações na disputa pelas 24 vagas da Alese.
O cenário ficou ainda mais delicado após decisão do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral, que manteve o indeferimento do DRAP da federação em Sergipe. A decisão é monocrática e ainda pode ser questionada internamente no TSE, caminho que o próprio PSOL informou que pretende seguir. Enquanto houver possibilidade de recurso, as candidaturas seguem na disputa, mas a validade dos votos permanece condicionada ao desfecho do processo.
É justamente essa indefinição que começa a mexer com as contas dos bastidores. Caso a Federação PSOL/Rede fique definitivamente fora da disputa proporcional, uma quantidade relevante de votos que até então fazia parte das projeções deixaria de participar da distribuição das cadeiras. Isso obrigaria a refazer praticamente todas as contas de quociente e sobras e poderia beneficiar chapas que já aparecem próximas de conquistar uma vaga adicional. Entre elas está a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, e que também é de esquerda.
A federação já trabalha com uma chapa competitiva, reunindo nomes como Ibrain de Valmir, Paulo Júnior, Chico do Correio, Padre Inaldo, Camilo Daniel e Candisse Carvalho; com projeções de fazer entre três a quatro cadeiras.
Vale destacar que não significa que a quarta vaga esteja garantida, a proporcional depende do desempenho conjunto das chapas e da votação individual dos candidatos, e o PSOL ainda tenta reverter a situação jurídica, o que também pode mudar o jogo.


