A ofensiva praticamente conjunta contra Fábio Mitidieri (PSD) durante o debate da TV Sergipe levou a Realce a levantar, ainda na última terça-feira, a possibilidade de um movimento coordenado entre adversários do governador para tentar impedir uma vitória no primeiro turno. Dois dias depois, os movimentos de Emanuel Cacho (PSDB) e Ricardo Marques (PL) começam a confirmar a leitura feita pela revista.
No caso de Cacho, a aproximação com Valmir de Francisquinho (Republicanos) já havia chamado atenção durante o próprio debate. Imagens mostraram os dois conversando ao pé do ouvido, enquanto, ao longo do programa, as críticas ficaram concentradas principalmente em Fábio. Nesta quinta-feira, 1º, Cacho renunciou à candidatura ao Governo e anunciou oficialmente apoio a Valmir.
Com Ricardo, a movimentação veio à tona através de Érico Menezes (PL). O ex-candidato a vice afirmou nesta quinta que Ricardo e Valmir já teriam uma amarração nos bastidores para tentar levar a eleição ao segundo turno.
A revelação também ajuda a entender a postura dos dois no debate: apesar dos ataques trocados anteriormente durante a campanha, Valmir e Ricardo praticamente não se confrontaram e direcionaram suas principais ofensivas ao governador.
E esse cenário também reforça a justificativa apresentada por Fábio para não participar do debate. O governador alegou que vinha sendo alvo recorrente de ataques e fake news dos adversários e decidiu não comparecer. Agora, com Cacho deixando a disputa para apoiar Valmir e Érico revelando um suposto acordo entre Valmir e Ricardo, fica mais claro o movimento de concentração de forças na reta final contra Fábio, que aparece na liderança e acima dos 50% dos votos válidos em diferentes levantamentos recentes, patamar suficiente para vencer já no primeiro turno.


