Conhecida por suas análises sobre os principais cenários da política sergipana ao longo de toda a campanha, a Realce traz, mais uma vez, um panorama de como as principais disputas chegam às vésperas das eleições deste domingo, 4. E se algumas delas parecem ter ganhado um desenho mais claro nesta reta final, outras continuam completamente abertas e prometem deixar a expectativa até a abertura das urnas.
*Governo*
A última semana antes das eleições foi marcada por grandes reviravoltas, mas algumas delas já eram esperadas diante das fortes especulações que vinham ganhando força nos bastidores. A principal foi a aproximação entre Valmir de Francisquinho e Ricardo Marques, que terminou sendo concretizada após a inviabilização da candidatura do jornalista. Ricardo declarou apoio ao candidato do Republicanos, confirmando uma movimentação que Érico Menezes já havia antecipado ao deixar a chapa do PL: de que os dois já estavam juntos muito antes desse anúncio, numa amarração para evitar que a disputa termine já neste final de semana.
Emanuel Cacho também seguiu pelo mesmo caminho. Mas o problema para esse grupo é que o cenário de possibilidade de vitória de Fábio Mitidieri já vinha sendo construído nas pesquisas quando todos esses nomes ainda estavam na disputa.
Ou seja, essa concentração não significa que haverá mudanças consideráveis no cenário que já temos hoje. É justamente por isso que, mesmo depois das reviravoltas dos últimos dias, o principal cenário para o Governo continua sendo o que já vinha aparecendo em boa parte das pesquisas: Fábio chega ao domingo com a possibilidade concreta de liquidar a disputa ainda no primeiro turno. Agora resta saber se as urnas confirmarão essa tendência.
*Senado*
Para o Senado, a situação é diferente. O candidato de Lula, Rogério Carvalho, chega fortalecido na disputa por uma das duas cadeiras, depois de uma campanha em que cresceu principalmente nas últimas semanas, sendo o único nome progressista que vencerá a eleição para a Casa Alta. A grande incógnita está justamente na outra cadeira.
Alessandro Vieira, Rodrigo Valadares, André Moura e André David chegam às últimas horas da campanha numa disputa muito aberta, alternando posições nos diferentes levantamentos divulgados ao longo da reta final, deixando a dúvida sobre quem deles levará a melhor.
*Câmara Federal*
Na Câmara Federal, talvez seja mais seguro neste momento observar quem chega com condições de brigar pelas primeiras posições. Yandra Moura, Fábio Reis, Cláudio Mitidieri e Ícaro de Valmir estão entre os nomes que passaram boa parte da campanha dentro das principais projeções, enquanto Anderson de Zé das Canas se transformou em uma das grandes surpresas da disputa e cresceu justamente quando a eleição entrou em sua fase decisiva, podendo também, segundo analistas políticos, brigar pela liderança.
Na Federação UP tem a disputa pela possível segunda vaga, que tem sido uma grande incógnita, com uma disputa voto a voto entre Levi Oliveira, Gustinho Ribeiro, e Capitão Samuel, que também cresceu na reta final. Sobre esse cenário em específico, a Realce trará uma última análise amanhã.
O ex-ministro Márcio Macedo cresceu muito durante a campanha e ganhou ainda mais força na reta final com o envolvimento direto de Lula e de nomes importantes do Governo Federal em sua candidatura. Mas virou uma incógnita quem terminará na frente entre ele e João Daniel. Os dois chegam ao domingo numa disputa interna que pode ser decidida nos detalhes. Sobre o PT, a Realce também trará uma última análise amanhã.
O PL também briga por uma vaga. Em determinado momento, todo o imbróglio envolvendo Luizão, Moana e Rodrigo Valadares chegou a passar a impressão de que Dona Trampi poderia ganhar terreno dentro da chapa, mas a vereadora continua chegando em posição vantajosa na corrida interna.
*Assembleia Legislativa*
Na Alese, a situação não é muito diferente. Alguns nomes que começaram naturalmente entre os favoritos confirmaram sua força, enquanto outros cresceram muito acima das expectativas iniciais e hoje já entram na conversa não apenas pelas 24 vagas, mas também pelas primeiras colocações. Desse total de cadeiras, o grupo do governador Fábio Mitidieri deve ficar com 19 vagas.
Cristiano Cavalcante chega novamente com boas perspectivas para figurar entre os mais votados, enquanto Jorginho Araújo e Luciano Bispo confirmaram ao longo da campanha a força que já era esperada. Fernandinho Franco também chamou atenção pela estrutura apresentada, fazendo uma campanha a nível de federal. Danielle Garcia é um dos principais nomes do MDB, ao lado de Antônio Bala, Gilson Andrade, Fábio Henrique e a surpresa Mariana Dantas.
E talvez seja entre as surpresas que esteja a parte mais interessante dessa corrida. Coronel Ribeiro cresceu muito dentro do PSD e saiu de uma candidatura inicialmente vista mais como um nome para fortalecer a chapa para entrar efetivamente na briga por uma cadeira e até por uma posição de destaque dentro do partido. Júnior de Diógenes viveu movimento semelhante no Avante, ganhando volume principalmente nas últimas semanas e desgarrou dos demais nomes da chapa, como Pastor Norberto e Zominho.
No Republicanos, Ana Luiza também chega forte e pode surpreender na disputa interna, ficando a dúvida sobre os demais: Georgeo Passos, Marcos Oliveira e Matheus Corrêa. Para o partido, as projeções são de 3 cadeiras.
Na Federação Brasil da Esperança, que trabalha com uma chapa competitiva, reunindo nomes como Ibrain de Valmir, Paulo Júnior, Chico do Correio, Padre Inaldo, Camilo Daniel e Candisse Carvalho, as projeções são de fazer entre três a quatro cadeiras, a depender da situação do PSOL.
Já na federação UP, que deve ser uma das disputas mais apertadas, com nomes como Lidiane Lucena, Kaká Santos, Hilda Ribeiro, entre outros; Marcelo Sobral cresceu e pode ser o segundo.


