Até no dia da eleição, Fábio Mitidieri (PSD) e Valmir de Francisquinho (Republicanos) mantiveram posturas que resumem, de certa forma, os caminhos escolhidos por cada um durante toda a campanha.
Neste domingo, 4, enquanto Fábio voltou a falar de gestão, entregas, propostas e demonstrou confiança no julgamento das urnas, Valmir novamente utilizou boa parte de sua primeira manifestação pública para atacar o governador e questionar sua administração.
Mas vale ressaltar que, ao longo de uma campanha, o eleitor também observa comportamento, postura e a capacidade de transmitir segurança. E quando a crítica passa a ocupar espaço demais sem vir acompanhada de uma mensagem clara de futuro, ela pode acabar produzindo o efeito contrário. Foi justamente nesse ponto que as duas campanhas terminaram se distanciando.
Fábio construiu sua caminhada eleitoral transformando a própria gestão em seu principal cabo eleitoral. Valmir seguiu por outro caminho. Mesmo chegando aos últimos instantes da eleição, insistiu na tentativa de desconstruir o adversário, recorrendo novamente a narrativa de que estaria sendo alvo de ataques e injustiças, mesma linha que seguiu na última eleição ao atacar duramente o hoje aliado Belivaldo Chagas.
E depois de meses de disputa, na reta final, passa a pesar com maior intensidade a pergunta que ecoa nos eleitores: quem está mais preparado para governar? A resposta dos sergipanos será dada nas urnas e saberemos qual será em poucas horas.


