Passado o primeiro turno das eleições de 2026, que deixou evidentes as divergências entre importantes lideranças da direita sergipana, o segundo turno da disputa presidencial poderá abrir espaço para uma reaproximação entre grupos que estiveram em lados diferentes no pleito estadual.
Com Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) disputando a Presidência da República no próximo dia 25 de outubro, as primeiras movimentações já começaram a ganhar força em Sergipe. Lideranças bolsonaristas iniciaram articulações para intensificar a campanha do senador no estado, com uma agenda de carreatas, manifestações e outras mobilizações em busca de ampliar sua votação.
O movimento ocorre poucos dias depois de uma eleição estadual marcada por disputas internas, rompimentos e alianças que provocaram desgastes dentro do próprio campo da direita. Agora, o apoio a Flávio surge como um possível ponto de convergência entre essas lideranças, embora ainda não esteja claro até onde essa aproximação poderá avançar. Nesse cenário, o grande questionamento é se essa campanha será capaz de promover uma reunificação efetiva da direita sergipana ou se a união ficará restrita ao segundo turno, sem representar uma mudança nas relações políticas entre seus principais integrantes.
Vale lembrar que eles também terão o grande desafio de superar a vantagem de Lula em Sergipe. O petista venceu em todos os 75 municípios sergipanos. Foram 856.019 votos dele contra 417.839 votos de Flávio no estado.
Merecido destaque
Por trás dos principais vitoriosos nas urnas no último domingo, em Sergipe, também estiveram articuladores que merecem destaque pelo trabalho desenvolvido nas campanhas. Na reeleição de Fábio Mitidieri, nomes como Cleon Menezes, Júnior Aragão e Carlos Cauê; na de Rogério Carvalho, Sérgio Reis e Claudionor. Também se destacaram Daniel Rezende, na campanha de Alessandro Vieira, e Anderson Defon, na de Elber Batalha. Profissionais que demonstraram competência, capacidade estratégica e habilidade na articulação política, comprovando que grandes resultados também são construídos nos bastidores.
Ganhou repercussão
A informação divulgada com exclusividade pela Realce nesta semana sobre a ligação de Flávio Bolsonaro (PL) para Rodrigo Valadares (PL), convidando o sergipano a integrar a linha de frente de sua campanha presidencial no segundo turno, ganhou grande repercussão nos bastidores. O episódio voltou a evidenciar a proximidade entre os dois, construída ao longo dos últimos anos, e reforçou o espaço ocupado por Rodrigo junto ao grupo bolsonarista.
Posição de destaque
Diante dessas movimentações e da relação de confiança construída por Rodrigo com a família Bolsonaro, uma eventual participação em posição de destaque no Governo Bolsonaro, em caso de vitória, também se torna uma possibilidade natural, conforme apurado pela revista.
E por falar em bolsonarista…
A direita sergipana já começou a organizar uma verdadeira maratona de mobilizações em apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais. Com uma agenda de carreatas e manifestações em diferentes municípios do estado, lideranças bolsonaristas pretendem intensificar a presença nas ruas e ampliar a campanha do senador até o próximo dia 25 de outubro.
Esquerda também se movimenta
A esquerda sergipana também intensificou suas articulações para o segundo turno presidencial. Nesta sexta-feira, 9, por exemplo, foi realizada a plenária “Sergipe com Lula”, na sede do Sindicato dos Bancários, em Aracaju, com o objetivo de definir as estratégias de mobilização em apoio à reeleição do presidente Lula (PT).
Mais de 50 prefeitos
O ato ocorreu um dia depois de o governador Fábio Mitidieri (PSD) reunir mais de 50 prefeitos para reforçar o engajamento na campanha do petista. Entre as prioridades já defendidas pelas lideranças estão ampliar a votação de Lula em Sergipe e reduzir a abstenção eleitoral no próximo dia 25.
Mudança no comando do PL
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, anunciou nesta sexta-feira, 9, Luizão Dona Trampi como novo presidente estadual da legenda em Sergipe.
Olhares voltados para 2028
Com o primeiro turno das eleições de 2026 encerrado e as atenções concentradas na disputa entre Lula e Flávio, boa parte da classe política sergipana também já começa a voltar seus olhares para as eleições municipais de 2028. Nos bastidores, vencedores e derrotados nas urnas começam a avaliar os resultados, reorganizar seus grupos e discutir possíveis projetos para o próximo pleito.
Já em 2027
O deputado estadual reeleito Luciano Bispo, por exemplo, uma das principais lideranças políticas de Itabaiana, no Agreste sergipano, já afirmou que as articulações para as eleições municipais de 2028 terão início nos primeiros meses de 2027.
Confiante na Justiça
A deputada estadual Linda Brasil (PSOL), que obteve 44.384 votos nessas eleições, afirmou à Realce estar confiante na reversão da decisão judicial que mantém indefinida sua reeleição. Segundo a parlamentar, sua defesa já recorreu da decisão monocrática no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e reúne jurisprudências que, em sua avaliação, sustentam a validação dos votos recebidos.
Pode mudar tudo
A possível reeleição de Linda Brasil poderá alterar diretamente a composição da próxima legislatura da Alese. Isso porque, caso o TSE valide os votos do PSOL, o PL perderá uma das cadeiras conquistadas nas urnas, deixando Fernandinho Franco de fora. Até lá, a definição segue em aberto.

