O vereador de Aracaju Lúcio Flávio (PL) voltou a fazer duras críticas à Universidade Federal de Sergipe (UFS), desta vez durante uma visita ao campus acompanhado de integrantes da direita sergipana. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar questionou as condições do ambiente universitário, denunciou o que considera uma utilização política da instituição em favor da esquerda e voltou a defender medidas mais rigorosas para garantir que os espaços públicos sejam destinados à formação acadêmica.
Durante a gravação, Lúcio Flávio mostrou paredes pichadas, cartazes políticos, garrafas de bebidas alcoólicas e materiais que afirmou serem resíduos do consumo de maconha. “Seu filho é para cheirar na faculdade? É para fumar na faculdade? É para beber na faculdade? Ou é para estudar e formar futuro?”, questionou. Em outro momento, utilizou palavras de baixo calão para se referir ao ambiente: “Uma instituição pública federal e esta merda aqui está errada”.
O vereador também reforçou a declaração feita anteriormente na Câmara Municipal de Aracaju sobre o funcionamento de instituições públicas. “Eu falei na Câmara de Vereadores que a empresa pública que está prestando serviço ruim do pagador de imposto, ou ela fica boa, ou é vendida, ou fecha”, afirmou. Ao longo da visita, ele e os demais participantes retiraram cartazes de apoio ao presidente Lula (PT) e criticaram mensagens associando Flávio Bolsonaro (PL) ao nazismo, classificando o material como ofensivo e politicamente inadequado.
Em resposta, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFS divulgou uma nota pública de repúdio à conduta do vereador. Para a entidade, Lúcio Flávio insiste em uma narrativa que tenta apresentar a universidade como um espaço destinado à formação de militantes de esquerda. “A universidade pública não é propriedade de vereador algum, tampouco um palanque para aventuras políticas de quem busca fabricar inimigos para alimentar a própria propaganda”, afirmou.
O DCE também defendeu a liberdade de manifestação política no ambiente universitário e destacou que a formação crítica faz parte do papel das instituições públicas de ensino. “Pensamento crítico não é doutrinação, mobilização estudantil não é crime e posicionamento político não é motivo para perseguição”, declarou. A entidade ainda ressaltou a importância da UFS para a produção científica e a formação profissional, rejeitando o que considera uma tentativa de desqualificar a universidade por meio de acusações generalizadas.


