Vencer uma eleição é importante, mas garantir a continuidade de um grupo político pode ser uma missão ainda maior. E em Sergipe, prefeitos que estão no segundo mandato consecutivo já começam a olhar para 2028 com uma preocupação que vai além da gestão municipal: a escolha de seus sucessores. É o caso, por exemplo, de Sandro de Jesus (PT), em Cristinápolis; Juca (MDB), em Laranjeiras; Gilberto Maynart (PT), em Maruim; Dr. Fábio (PT), em Arauá; e Rogério Sobral (PSB), em Ribeirópolis, entre vários outros.
Todos foram reeleitos em 2024 e não poderão disputar um terceiro mandato consecutivo. Embora ainda faltem dois anos para as próximas eleições municipais, o processo de sucessão exige articulação e, principalmente, cuidado com os interesses que existem dentro de cada grupo. Afinal, nem sempre o nome preferido do prefeito é aquele que reúne o maior consenso entre seus aliados.
É nesse momento que surgem as divergências, as disputas por espaço e, em alguns casos, os rompimentos que acabam fortalecendo a oposição.
Por isso, mais do que escolher um sucessor, esses prefeitos terão o desafio de conduzir o processo sem deixar insatisfações pelo caminho. A capacidade de ouvir os aliados, construir consensos e preservar a unidade será tão importante quanto o próprio desempenho administrativo.


