O Brasil chega à véspera de uma das disputas presidenciais mais acirradas de sua história desde a redemocratização. De um lado, o presidente Lula (PT), que busca mais uma reeleição. Do outro, o senador Flávio Bolsonaro (PL), que tenta levar a direita de volta ao Palácio do Planalto. E, a apenas um dia da votação, o cenário permanece indefinido, conforme apontam as últimas pesquisas, que mostram uma diferença mínima entre os dois candidatos.
O equilíbrio também explica as grandes mobilizações que vêm tomando conta do país. Enquanto a direita intensifica os atos em apoio a Flávio Bolsonaro, apostando na consolidação dos votos conquistados no primeiro turno, a esquerda ampliou sua presença nas ruas em defesa de uma virada de Lula. Em Sergipe, não tem sido diferente. Lideranças dos dois grupos estão mobilizadas, com carreatas, manifestações e articulações políticas que devem continuar até os últimos momentos permitidos pela legislação eleitoral. A ordem, dos dois lados, é não perder um único voto.
Outro fator que ganhou ainda mais importância nesta reta final foi a comunicação, especialmente nas redes sociais. Historicamente fortalecidos no ambiente digital, os bolsonaristas passaram a enfrentar uma reação mais organizada da esquerda. Segundo levantamento da Agência Bites, entre os dias 5 e 17 de outubro, Lula acumulou 110,7 milhões de interações nas principais plataformas, contra 31,3 milhões de Flávio Bolsonaro. Os números mostram o crescimento da mobilização digital petista, que passou a investir mais intensamente na atuação de influenciadores, na produção de conteúdos e no enfrentamento à comunicação bolsonarista.
Com pesquisas apontando empate, campanhas mobilizadas e uma disputa cada vez mais intensa também no ambiente digital, o desafio agora é transformar todo esse movimento em votos. A eleição deste domingo, 25, não definirá apenas quem governará o Brasil pelos próximos quatro anos, mas também qual projeto político sairá fortalecido de uma disputa marcada pela polarização. Pelas próximas horas, cada declaração, debate e mobilização poderá ter peso sobre a parcela do eleitorado que ainda admite mudar de posição. A resposta definitiva, no entanto, virá das urnas.
Grande repercussão
Gerou grande repercussão nesta semana uma declaração dada à Realce pelo presidente estadual do PL e deputado Luizão Dona Trampi, em que defendeu o fechamento da Universidade Federal de Sergipe (UFS), caso a instituição esteja formando ativistas políticos. A fala polêmica viralizou nas redes sociais, provocou uma série de críticas e dividiu opiniões entre internautas. Além de defender o posicionamento do vereador Lúcio Flávio, ele também associou o ambiente universitário ao consumo de drogas, bebidas alcoólicas e à libertinagem.
Marcos levou para a Alese
O assunto foi até mesmo parar nas discussões dentro da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), onde o deputado estadual Marcos Oliveira (Republicanos) repudiou a declaração do colega parlamentar. Com seu diploma da UFS nas mãos, ele fez um discurso emocionado, relembrou a trajetória de sua família e destacou a importância da universidade pública em sua formação. O parlamentar também classificou as declarações como ofensivas à comunidade acadêmica e cobrou um pedido de desculpas de Luizão.
Rogério também reagiu
O senador Rogério Carvalho (PT) também entrou na polêmica envolvendo as declarações de Luizão e Lúcio Flávio contra a UFS. À Realce, o parlamentar fez duras críticas ao bolsonarismo, comparando o movimento ao fascismo e ao nazismo, e relembrando episódios de censura e perseguição promovidos por regimes autoritários.
Rasgou elogios
O senador Laércio Oliveira (PP) rasgou elogios ao deputado federal Rodrigo Valadares (PL) ao comentar a possibilidade de o parlamentar assumir um ministério em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL). Ele avaliou positivamente as especulações e destacou a importância de Sergipe ter representantes na administração federal.
De olho em 2028
A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (Republicanos), adotou cautela ao ser questionada pela Realce sobre as articulações políticas para as eleições de 2028, especialmente diante do desafio de reorganizar e unificar o grupo de oposição em Sergipe, do qual é uma das principais lideranças. Apesar de ser candidata natural à reeleição, afirmou que sua prioridade neste momento é a administração municipal.
Aracaju ou Socorro?
André David, por outro lado, já deixou claro que está pensando nas eleições de 2028. Em recente entrevista, o delegado colocou seu nome à disposição para a próxima disputa municipal, embora ainda não tenha definido qual cargo pretende disputar. Entre suas possibilidades estão as prefeituras de Aracaju e Nossa Senhora do Socorro, municípios onde obteve votações expressivas nas eleições deste ano.
Também adotou cautela
Assim como outros nomes que vêm sendo especulados para disputar a Prefeitura de Aracaju em 2028, a deputada federal Delegada Katarina Feitosa (PSD) adotou cautela, mas não descartou a possibilidade de entrar na disputa. À Realce, a parlamentar comemorou a lembrança do seu nome como possível adversária da prefeita Emília, destacando sua votação expressiva na capital.
Mais uma vitória
O prefeito de Lagarto, Sérgio Reis (PSD), acumulou mais uma vitória política nesta semana, com a reeleição de Washington da Mariquita à presidência da Câmara Municipal, por 12 votos a 3. O resultado reforça o fortalecimento de seu grupo, que já havia saído vitorioso das eleições deste ano, enquanto o grupo adversário, liderado pelo deputado federal Gustinho Ribeiro (Republicanos), segue acumulando derrotas, o que já acende um alerta para 2028.

