O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que aprovaria a entrada do senador Flávio Bolsonaro (PL) em território americano, após a saída do parlamentar do Brasil, menos de 48 horas depois de sua derrota para Lula (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. A fuga, que ganhou repercussão internacional, ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a retenção dos passaportes do senador e proibir sua saída do país.
“Bem, eu aprovaria. Acho que eles são boas pessoas. A eleição foi muito estranha, e achei que foi terrível. Teve avaliações ruins. Veja o que aconteceu com o mercado deles. Se eu aprovaria ou não aprovaria? Acho que por mim, tudo bem”, declarou Trump, ao ser questionado por jornalistas sobre a possibilidade de receber Flávio nos Estados Unidos.
Apesar da sinalização favorável ao senador, Trump fez questão de afirmar que não tomou partido na disputa presidencial brasileira e negou qualquer envolvimento no processo eleitoral. “Eu não escolhi lados. Eu conheço os dois. Eu conheço Lula, conheço o Flávio um pouco. Conheço o pai dele muito bem. O pai dele foi muito maltratado. Mas eu não estava envolvido. Isso é o Brasil. É um país diferente”, afirmou. O republicano também declarou que considera o resultado final aceitável, embora tenha criticado a condução da eleição.
A saída de Flávio Bolsonaro do Brasil repercutiu em veículos internacionais como Reuters, The New York Times, El País e The Guardian. Segundo informações divulgadas pelas autoridades argentinas, o senador atravessou a fronteira com a esposa e as duas filhas e embarcou em um voo privado com destino ao Equador. O governo americano já informou que concederá vistos à família, enquanto a Polícia Federal brasileira apura as circunstâncias da saída do parlamentar, que é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.


