A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (Republicanos), encerrou as eleições de 2026 com um saldo eleitoral bastante negativo, principalmente para quem comanda o maior colégio eleitoral de Sergipe. Sem conseguir eleger seus principais aliados, a gestora agora terá pela frente o desafio de reorganizar seu agrupamento e fortalecer sua liderança política, sobretudo pensando nas eleições municipais de 2028, quando disputará a reeleição.
Para o Governo do Estado, Emília apostou na candidatura de Valmir de Francisquinho (Republicanos), derrotado por Fábio Mitidieri (PSD) ainda no primeiro turno. Nem mesmo na capital administrada pela prefeita o aliado conseguiu vencer. Fábio conquistou 174.746 votos em Aracaju, contra 108.269 de Valmir, abrindo uma diferença de 66.477 votos.
Na disputa presidencial, o cenário se repetiu. Emília apoiou Flávio Bolsonaro (PL), que também foi derrotado por Lula (PT). Na capital, o petista conquistou 216.858 votos (62,07%), contra 132.528 (37,93%) do senador, uma vantagem de 84.330 votos.
Na disputa pelo Senado, nenhum dos dois candidatos apoiados por Emília conseguiu se eleger. André David recebeu 117.276 votos em Aracaju e foi o mais votado na capital, mas terminou a disputa estadual sem conquistar uma das vagas. Já Eduardo Amorim obteve 38.562 votos no município.
Para a Câmara Federal, Susane Vidal conquistou 24.201 votos em Sergipe, sendo 13.136 na capital, enquanto Matheus Corrêa, candidato à Assembleia Legislativa, recebeu 16.982 votos no estado, dos quais 5.567 vieram de Aracaju. Ambos ficaram na suplência.
O resultado deixa Emília diante de um desafio político importante. Eleita prefeita em 2024, ela chega à metade do mandato sem conseguir transformar sua posição à frente da Prefeitura em vitórias eleitorais para os principais nomes do seu grupo. Agora, além de buscar avanços administrativos que fortaleçam sua gestão, precisará reconstruir alianças, reorganizar suas lideranças e recuperar capacidade de articulação para chegar politicamente mais fortalecida à disputa de 2028, especialmente diante de tantos nomes fortes que já se articulam de olho em sua cadeira.


