Humilhado pela nacional do PL, mesmo após seus anos de história no comando do diretório em Sergipe, Edivan Amorim será despejado da sigla, com Moana Valadares assumindo o seu lugar a qualquer momento, como antecipado pela Realce. A expectativa inicial era de que, junto com ele, seus mais fiéis aliados também deixassem o partido, como a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa. No entanto, a gestora já tem sido pressionada para permanecer como um dos quadros da legenda.
A jogada mais recente partiu do próprio presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Em declaração nesta segunda-feira, 8, ao jornalista Kleber Alves, ele afirmou que Jair Bolsonaro gostaria de ver Emília como candidata a governadora pelo partido. Mas, nos bastidores, a fala foi vista mais como uma verdadeira “isca” para segurar a prefeita dentro da sigla.
Com isso, Emília passa a viver um dilema e terá que decidir se vai seguir sendo liderada por Edivan em outra legenda, ou permanecer no PL sob o comando de Rodrigo Valadares, alinhado diretamente a Bolsonaro.
Caso Emília opte por essa segunda opção, Edivan sairá ainda mais enfraquecido da queda de braço contra Rodrigo, que articulou o golpe diretamente com Bolsonaro. O empresário, que por anos utilizou a sigla como um verdadeiro balcão de negócios em Sergipe, agora vê sua influência ruir diante de um movimento nacional que mira expulsar da legenda todos os quadros que não se alinham e ficam em cima do muro na defesa do bolsonarismo.


