Após o golpe nos irmãos Amorim ao tomar o comando do PL em Sergipe, além de outras polêmicas recentes, o deputado Rodrigo Valadares (UB) se viu em meio a especulações sobre uma possível desistência da disputa pelo Senado, motivadas pelos desgastes políticos e pela perda de aliados dentro do campo conservador. E o episódio alimentou ainda mais rumores de que ele poderia recuar e disputar a reeleição à Câmara dos Deputados.
No entanto, o deputado federal negou qualquer recuo, apesar dos tropeços na corrida, e afirmou que continua com seu projeto para o Senado.
“Isso é uma loucura. Lógico que é mentira”, reagiu Valadares em declaração ao jornalista Diógenes Brayner. “Sou candidatíssimo ao Senado e, com o comando do PL conosco, nossa pré-candidatura se torna ainda mais forte”, acrescentou.
Às vésperas da eleição, como já abordado pela Realce, o deputado começou a enfrentar turbulências que caíram como um balde de água fria em seu projeto, que até então era um dos favoritos. A mais recente pesquisa da revista retrata bem isso, ao mostrar sua queda na preferência do eleitorado, sendo ultrapassado por nomes como André David (Republicanos), André Moura (UB) e Alessandro Vieira (MDB).
E essa derrocada iniciou com o racha pelo comando do PL em Sergipe, que o colocou em atrito com Edivan Amorim, Valmir de Francisquinho e até mesmo com a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (PL). O golpe que deu em Edivan, visto como uma traição por grande parte do bloco, pode ter sido fatal, já que quadros de peso têm deixado a agremiação, insatisfeitos com sua postura que, para muitos, é individualista.
Mesmo assim, Valadares ainda é considerado um dos nomes mais fortes da direita no estado. Ele mantém base fiel entre os eleitores bolsonaristas e segue com influência, mas enfrenta o desafio de reunificar o campo conservador em torno de seu nome, algo cada vez mais difícil em um cenário político fragmentado e repleto de disputas internas.


