O senador Laércio Oliveira (PP) passou a integrar o grupo de parlamentares sergipanos que defendem a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar o caso envolvendo o Banco Master. Até então, ele figurava entre os nomes que não haviam se posicionado publicamente sobre a investigação no Congresso Nacional.
Ao justificar a decisão, Laércio afirmou que a iniciativa é uma obrigação institucional do Senado. “Assinei a CPI do Banco Master porque o Senado tem o dever de investigar com responsabilidade tudo o que envolve o sistema financeiro e possíveis prejuízos aos brasileiros. Transparência, fiscalização e respeito ao dinheiro público não são opcionais”, declarou nas redes sociais.
Antes disso, já haviam manifestado apoio às investigações os deputados João Daniel (PT), Katarina Feitoza (PSD), Thiago de Joaldo, Rodrigo Valadares (UB), Yandra Moura (UB), além dos senadores Rogério Carvalho (PT) e Alessandro Vieira (MDB).
Por outro lado, seguem sem posicionamento público os deputados Ícaro de Valmir, Gustinho Ribeiro e Fábio Reis (PSD).
Atualmente, quatro requerimentos distintos relacionados ao caso do Banco Master tramitam no Congresso Nacional. Há dois pedidos de CPMI, um liderado pelas deputadas Heloísa Helena (Rede-RJ) e Fernanda Melchionna (Psol-RS), e outro encabeçado pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ). Além disso, há uma CPI na Câmara dos Deputados, proposta por Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), e uma CPI no Senado, liderada pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE).
A apuração ganhou força após investigação da Polícia Federal apontar indícios de uma fraude estimada em cerca de R$ 12 bilhões, o que levou à liquidação extrajudicial do Banco Master pela autoridade monetária brasileira.


