A imprensa nacional voltou a destacar a relação entre André Moura (UB) e o presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (UB), como um dos fatores que teriam pesado nas recentes mudanças no primeiro escalão do governo de Cláudio Castro.
De acordo com reportagens publicadas pelo jornal O Globo e Extra, fontes do governo fluminense afirmam que a permanência de Moura em um cargo como o de secretário interino de Representação em Brasília passou a gerar incômodo após a divulgação do relatório da Polícia Federal, que resultaram no indiciamento de Bacellar por suspeita de ligação com o crime organizado.
A avaliação dentro do Palácio Guanabara era de que a associação de AM com o parlamentar investigado ampliava a pressão sobre o governo em meio à crise.
Na semana passada, Moura deixou o cargo, sob elogios do governador, que obviamente não iria fazer críticas publicamente ao seu aliado. O posto agora passou a ser ocupado pelo delegado da Polícia Federal Braulio do Carmo Vieira de Melo. E apesar da mudança, o sergipano permanece no primeiro escalão da gestão estadual, à frente da Secretaria de Governo, a qual pode deixar dentro das próximas semanas, já que deve disputar uma vaga no Senado por Sergipe.
Mas, segundo a imprensa nacional, as exonerações e substituições fazem parte de um movimento mais amplo de reorganização política dentro do governo fluminense, que tenta reduzir a influência de aliados de Bacellar em áreas estratégicas da administração estadual. Nos bastidores, a informação é de que as mudanças buscam conter o desgaste político provocado pelo caso.


