Que a oposição vem se digladiando em meio a intensos jogos de vaidade e disputa por poder já não é novidade para ninguém. No entanto, esse cenário tem ficado cada vez mais escancarado com a proximidade das eleições, e as incertezas em torno de Valmir de Francisquinho (Republicanos).
As informações, como já abordado pela Realce, são de que a prefeita Emília Corrêa (Republicanos), assim como os Amorim, pode puxar a perna de Valmir, que já não enfrenta uma situação favorável para disputar o Governo do Estado, esbarrando numa forte rejeição popular, mas ainda com uma pequena gordura de 2022.
E ela estaria trabalhando de forma sutil contra o itabaianense, dando-lhe um apoio fictício na corrida, visando seu próprio projeto político de olho em 2030. Isso, conforme apurado pela revista, vinha pesando na postura da gestora com o prefeito licenciado de Itabaiana desde 2024.
Ainda naquele ano, Valmir decidiu entrar na campanha de Emília em Aracaju, no segundo turno, numa tentativa de reduzir desgastes com a direita independente. O movimento, no entanto, teve efeito contrário. Sem espaço na gestão após a vitória, ele passou a demonstrar insatisfação pública e chegou a classificar a prefeita como ingrata.
E nos bastidores, a informação é de que isso teria acontecido já para frear uma possível ascensão do itabaianense dentro do grupo.
Como já abordado pela Realce, uma eventual vitória de Valmir em 2026 não seria interessante para o projeto político de Emília, que mira uma candidatura ao Governo do Estado em 2030. Nesse cenário, o enfraquecimento do aliado, ou até seu isolamento, se torna estratégico, especialmente diante da possibilidade de reeleição do governador Fábio Mitidieri (PSD), o que poderia abrir um caminho mais previsível para a prefeita no futuro, já que assim como em outros momentos na história política de Sergipe, a oposição jamais venceu um governador em exercício que buscava reeleição.
A situação de Valmir também é atravessada por incertezas jurídicas. Apesar da liminar obtida no Superior Tribunal de Justiça, que suspendeu sua inelegibilidade, o próprio grupo político demonstra cautela diante da fragilidade da decisão e dos processos ainda em andamento. Esse cenário explica, em parte, a hesitação em renunciar definitivamente ao cargo em Itabaiana, o que acaba travando sua movimentação eleitoral.


