Assim como Itabaiana (confira a matéria veiculada na última sexta-feira, 10), Lagarto desponta como um dos principais polos de disputa proporcional em Sergipe. Com forte peso eleitoral, o município reúne lideranças em busca da reeleição, nomes tradicionais e novas apostas que prometem acirrar a corrida tanto pela Câmara Federal quanto pela Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), em um cenário marcado por embates de forças após as eleições municipais de 2024.
Entre os protagonistas está o deputado federal Fábio Reis (PSD), que mira o quinto mandato embalado por uma estrutura política robusta não apenas na cidade, como também em outros municípios do interior. O parlamentar chega fortalecido especialmente em Lagarto, após a vitória de seu irmão, Sérgio Reis (PSD), nas eleições municipais, ampliando ainda mais a força do grupo. Somado ao volume de recursos destinados ao estado ao longo dos últimos anos, ele segue como um dos nomes mais competitivos e com potencial de ser até o mais votado.
Na mesma disputa, Gustinho Ribeiro (PP) entra sob maior pressão. Após perder o controle de sua principal base eleitoral, o deputado federal passou a depender de articulações de outras lideranças para ter sobrevida política. A migração para o PP, por exemplo, garantiu algum fôlego, mas não elimina os desafios, especialmente diante da forte concorrência dentro da federação, que já conta com nomes como Yandra Moura, Capitão Samuel e Levi Oliveira, que deverá surpreender principalmente em função do apoio de peso do senador Laércio Oliveira, tio do vereador.
Outro nome que surge como possibilidade na disputa federal é o de Andresa Nascimento (PT). Ex-secretária municipal de Assistência Social e ex-primeira-dama do município, ela vem sendo estimulada por diferentes grupos políticos a entrar na corrida. Sua trajetória na área social e a proximidade com comunidades podem se tornar um diferencial competitivo, tanto em uma eventual candidatura à Câmara Federal quanto à Alese, ampliando ainda mais o leque de representantes lagartenses no pleito.
Já na disputa estadual, o cenário é de alta competitividade. A ex-prefeita Hilda Ribeiro (PP) aparece em situação mais delicada, devido a uma série de fatores, como o cenário dentro da federação União Progressista. Sem o mesmo lastro político de outros momentos e após a derrota do seu grupo em 2024, ela entra na corrida em desvantagem, precisando reconstruir base e espaço em meio a um “chapão” com nomes fortes. Ibrain de Valmir (PV) desponta com cenário mais confortável em se tratando de legenda. Com o apoio do prefeito Sérgio Reis em um dos maiores colégios eleitorais do estado, a avaliação nos bastidores é de que sua reeleição tende a ser segura.
Como novidade, o delegado Clever Farias surge como um nome fora dos grupos tradicionais. Com trajetória construída no serviço público e discurso voltado à renovação, ele entra na disputa pela Alese buscando ocupar um espaço alternativo, sem ligação direta com os blocos históricos da política lagartense.
Outro nome que entra no jogo é o de Matheus Corrêa (Republicanos). Com forte capital eleitoral, ele deve contar com o apoio de sua prima, a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, além da votação expressiva obtida nas últimas eleições. Em 2024, foi o mais votado para a Câmara, com 2.179 votos, mas acabou não sendo eleito por conta de impasses partidários, o que agora pode servir como combustível para uma nova tentativa em 2026.


