O deputado estadual Luizão Dona Trampi (PL) figurava até pouco tempo atrás como um dos parlamentares com mandato com menos chances de reeleição. No entanto, seu movimento durante a janela partidária o garantiu uma virada de jogo que agora o coloca numa situação totalmente diferente.
Até então filiado ao União Brasil, Luizão caminhava para integrar a federação União-Progressistas, um dos chapões mais competitivos da disputa proporcional em Sergipe. Com projeções de eleger entre cinco e seis deputados estaduais, o bloco reúne nomes com forte densidade eleitoral, como Cristiano Cavalcante, Kaká Santos, Netinho Guimarães e Lidiane Lucena, além de outros quadros com estrutura consolidada e capilaridade. E isso, por si só. transforma a disputa interna em um funil extremamente apertado, onde nem mesmo nomes conhecidos têm garantia de sobrevivência política.
Nesse cenário, para Luizão, permanecer nesse ambiente significava entrar numa berlinda. E a mudança para o Partido Liberal, legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro, alterou completamente esse jogo. No PL, Luizão passa a integrar um campo mais alinhado ideologicamente com sua atuação e, principalmente, com um cenário proporcional mais favorável.
Além disso, sua ida reforça o novo palanque da direita em Sergipe, ao lado de lideranças como Rodrigo Valadares (PL), com quem construiu um acordo, em que abriu mão da disputa ao Senado para focar na reeleição com o apoio do parlamentar.
Ou seja, ao sair de um ambiente de alta competição interna e migrar para uma chapa com maior previsibilidade eleitoral, Luizão não apenas aumenta suas chances concretas de renovar o mandato, como também consolida sua identidade política dentro do campo bolsonarista, fidelizando o eleitorado conservador.

