A licença de 120 dias anunciada pelo deputado estadual Marcos Oliveira (Republicanos), alegando que irá focar nas movimentações do grupo para as eleições de 2026, acabou tendo efeitos imediatos nos bastidores políticos. Com sua saída temporária, a ex-deputada Gracinha Garcez assumiu a cadeira na Alese, num movimento que reacendeu uma das rivalidades mais marcantes da política sergipana, já voltando a chocar o estado pela gravidade das acusações.
Isso porque o deputado Marcelo Sobral (UB) não apenas criticou o movimento, como levantou suspeitas sobre os bastidores da decisão. “Vá com Deus meu amigo!!! Sei que tiraram seu mandato contra sua vontade, pelo menos dessa vez não precisaram matar ninguém, nem tirar no tapetão!!!”, disse, insinuando que a saída de Marcos teria ocorrido sob pressão da família Garcez.
A declaração remete ao assassinato do ex-deputado Joaldo Barbosa, o “Nego da Farmácia”, morto em 2003 em Itaporanga d’Ajuda.
E em entrevista, ele reforçou: “A família de Gracinha só entrou na Assembleia três vezes. Uma foi matando Nego da Farmácia, a outra foi derrubando Diná no Tapetão, a própria colega de partido, e agora fazendo conchavos políticos. Só entra pelo fundo, nunca entrou pela frente”.
Em resposta, Gracinha repudiou as declarações do deputado. “Não sei porque o senhor fala assim de mim. Eu sempre me dirigi ao senhor e a sua família com o mais absoluto respeito. Nossas famílias já foram aliadas e eu nunca difamei a sua história. Mas a sua fala revela algo muito mais profundo perigoso, a misoginia”, frisou.


