Com a disputa pelo governo do Estado ganhando forma em Sergipe, os principais nomes colocados na corrida já dão sinais claros de quais serão seus trunfos de agora em diante.
Ricardo Marques (PL) já chega como o maior beneficiado da reestruturação da direita sergipana e pode surpreender justamente por isso. Ele compõe a chapa puro-sangue do PL para o governo do Estado, sendo chancelado tanto por Flávio Bolsonaro como por Jair Bolsonaro, como antecipado pela Realce. E a depender do resultado nas eleições deste ano, pode se consolidar como um dos principais nomes desse campo ao lado do deputado e pré-candidato ao Senado Rodrigo Valadares (PL).
Fábio Mitidieri (PSD), como já abordado em outras análises e também por diversos analistas políticos, além de levantamentos registrados no Tribunal Superior Eleitoral, chega como o favorito absoluto, alicerçado especialmente na força de sua gestão, que tende a ser seu principal cabo eleitoral. Sua administração, que já dialogava com diferentes correntes ideológicas, fica ainda mais potencializada com a aliança firmada com o presidente Lula (PT). O apoio federal, que já garantiu R$ 1,5 bilhão em investimentos para Sergipe somente na última semana, consolida um dos palanques mais fortes do Nordeste e amplia ainda mais seu alcance eleitoral.
Valmir de Francisquinho (Republicanos), por sua vez, chega em um cenário mais delicado, já que perdeu ainda mais apoio dos bolsonaristas com a consolidação de Ricardo como o novo nome da direita para o governo do Estado. Mas conta com o apoio das administrações de Itabaiana, hoje sob comando de Zequinho da Cenoura após sua renúncia, além da prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (Republicanos), que novamente testará sua força nas urnas neste ano, e do seu filho, Talysson, em Areia Branca. Além disso, busca resgatar o apoio do bolsonarismo, desde o fatídico desgaste com a ala nas eleições de 2022.


