A vereadora Sônia Meire (PSOL) voltou a se posicionar publicamente sobre o debate em torno da criminalização da misoginia no Brasil, defendendo a urgência da aprovação do Projeto de Lei nº 896/2023. Em publicação nas redes sociais, a parlamentar destacou o crescimento de discursos de ódio contra mulheres e reforçou a necessidade de medidas mais rígidas para enfrentar a violência de gênero.
Segundo ela, “misoginia é o ódio, o desprezo ou a aversão às mulheres, manifestada por discursos e práticas que violentam, inferiorizam e excluem mulheres por sua condição de gênero”. A vereadora ainda alertou que o aumento desses discursos está diretamente ligado ao crescimento de casos de violência, destacando que “é preciso dar um basta” diante do cenário atual no país.
Ao defender o projeto, Sônia ressaltou que a proposta busca equiparar a misoginia ao crime de racismo, com pena de 2 a 5 anos de reclusão e multa. Para a parlamentar, a medida é essencial para conter a disseminação de conteúdos de ódio, inclusive no ambiente digital, que têm contribuído para o aumento de ataques contra mulheres e meninas.
A vereadora também criticou diretamente a postura de parlamentares bolsonaristas contrários à proposta. Em sua publicação, afirmou que “a bancada da extrema-direita bolsonarista é contrária a esse projeto” e citou movimentações políticas que, segundo ela, estariam travando o avanço da pauta na Câmara Federal. Apesar de já ter sido aprovado no Senado, o projeto segue sem avanço na Casa, em meio a articulações para adiar sua tramitação.


