A rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, pelo Senado Federal repercutiu rapidamente e passou a ser explorada por lideranças da oposição ao governo federal, especialmente os bolsonaristas. Em vídeo publicado nas redes sociais, o deputado estadual Luizão Dona Trampi (PL), por exemplo, interpretou o resultado como um indicativo de enfraquecimento do presidente Lula (PT) e projetou impactos diretos no cenário eleitoral de 2026.
“Precisa um sinal maior do que esse de hoje, da derrota desse… desse Lula. Pela primeira vez na história do nosso país, o indicado pelo Presidente da República é rejeitado no Senado para ir para o STF. Precisa sinal maior do que esse que esse governo está derrotado. Só existe uma possibilidade de Flávio não ganhar a eleição desse cara. Só se Flávio morrer. Caso contrário, não vejo recurso nenhum dessa raça do PT ganhar essa eleição. Pode ter certeza disso aí. É uma certeza que eu tenho, como Deus está no céu, como o próximo Presidente da República do nosso país é Flávio Bolsonaro”, afirmou.
O Plenário do Senado Federal rejeitou, ontem, 29, a indicação de Jorge Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal. O nome do advogado foi barrado por 42 votos contrários, 34 favoráveis e uma abstenção, em votação secreta. Para ser aprovado, eram necessários ao menos 41 votos entre os 81 senadores. Trata-se da primeira vez, desde 1894, que uma indicação presidencial ao STF é rejeitada pelo Senado.
Com a decisão, a indicação foi arquivada, e o presidente Lula terá que encaminhar um novo nome para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso. Antes da votação em plenário, Messias havia sido aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) por 16 votos a 11. Ele era a terceira indicação do atual governo para a Corte, após as nomeações de Cristiano Zanin e Flávio Dino, e, durante a sabatina, defendeu posições conservadoras em temas como o aborto e fez críticas a decisões individuais do Supremo.


