Como já antecipado pela Realce, a poucos meses da eleição de 2026, o cenário para o Senado em Sergipe vai deixando de ser apenas especulativo e começa a revelar movimentos mais claros, ainda que muitos deles sigam sendo feitos longe dos holofotes. Há uma vaga praticamente encaminhada, enquanto a outra permanece em aberto, marcada por disputas silenciosas que nem sempre são assumidas publicamente pelos próprios personagens.
Rogério Carvalho (PT) se mantém como o favorito para a primeira vaga. Com o alinhamento ao projeto nacional do presidente Lula e o reforço de palanque no estado, seu nome segue consolidado, com forte presença junto à militância e grande articulação que lhe garante apoios em diversos municípios. O cenário, até aqui, joga a seu favor.
Já no espectro conservador, o jogo continua mais fragmentado. Rodrigo Valadares (PL) trabalha na consolidação do vínculo com o bolsonarismo, apostando no peso simbólico de lideranças nacionais para impulsionar sua pré-candidatura. Ao mesmo tempo, nomes como André David (Republicanos) avançam de forma mais silenciosa, ocupando espaços e buscando crescer dentro de um eleitorado que ainda não está completamente fechado.
André Moura (UB), por sua vez, segue apostando na força do interior, com uma rede robusta de prefeitos e lideranças locais, fator que historicamente pesa nas disputas majoritárias. Inclusive, Edvaldo Nogueira (PDT) tem tentado fazer o mesmo, justamente sabendo dessa importância. Enquanto isso, Alessandro Vieira (MDB) adota uma estratégia mais segmentada: tem direcionado sua atuação para consolidar apoio entre setores economicamente mais estruturados de Aracaju, buscando fidelizar esse eleitorado mais elitizado, o que pode garantir densidade em nichos específicos, ainda que não represente, por si só, ampla capilaridade eleitoral.
Com esses diferentes nomes em movimentação, além de outros que também estão na corrida, a disputa pela segunda vaga ao Senado caminha para ser uma das mais imprevisíveis do pleito.


