A sessão da Câmara Municipal de Aracaju desta terça-feira, 12, foi marcada por mais um embate entre a vereadora Sônia Meire (PSOL) e a vereadora Moana Valadares (PL), desta vez em torno do chamado “PL da Misoginia” e do aumento dos casos de feminicídio no país e em Sergipe.
Durante o discurso, Sônia afirmou que “o Brasil tem, no seu primeiro trimestre, o período mais letal da história para as mulheres” e citou dados apontando 399 vítimas de feminicídio entre janeiro e março de 2026.
Ao defender a aprovação do projeto, a parlamentar também relacionou o debate ao cenário político nacional e criticou setores da direita. “Não podemos tolerar violência e misoginia contra mulheres na internet e nem no cotidiano da vida real”, afirmou.
Já Moana rebateu parte do discurso e afirmou que o debate não pode ser transformado em uma disputa ideológica. “Me somo à senhora em algumas partes do seu discurso em relação à preocupação com o aumento do feminicídio”, iniciou. Em seguida, defendeu medidas mais rígidas na legislação penal. “O que de fato resolve a questão do feminicídio? Aumento de penas? Diminuição da maioridade penal”, declarou.
A parlamentar do PL também criticou a postura da esquerda no Congresso Nacional em pautas ligadas à segurança pública. “Infelizmente, essas são pautas que a esquerda votou contra no Congresso Nacional”, afirmou. Nas redes sociais, Moana voltou a comentar o tema e disse que “a violência contra a mulher é um problema grave”, mas criticou tentativas de “transformar isso em disputa ideológica e colocar a culpa na direita”.


